Logo após pequenas alterações no organismo, principalmente na região cerebral, diferentes partes do corpo, mesmo aquelas que não foram diretamente afetadas, passam a enviar sinais. O problema, segundo neurologistas, é que esses sintomas costumam ser associados apenas a mudanças naturais da idade ou a incômodos leves. No entanto, muitos deles podem, na verdade, indicar doenças graves, como acidente vascular cerebral (AVC), tumores ou condições autoimunes.
"Constantemente ouço relatos de pessoas com sintomas de AVC, cuja reação é: 'bem, vou tirar um cochilo para ver se os sintomas desaparecem'", afirmou o especialista da Universidade de Iowa, Enrique Leira, em entrevista ao 'El Tiempo'.
5 principais sinais de doenças
Um dos indícios relacionados ao diagnóstico citado pelo profissional é a visão dupla em um dos olhos. Essa condição exige atendimento médico imediato, pois também pode sinalizar aneurismas, tumores ou infecções no cérebro. Nesses casos, apenas exames específicos, como tomografias computadorizadas ou ressonâncias magnéticas, conseguem revelar se o quadro é apenas um efeito passageiro ou se há danos mais severos ao sistema nervoso.
Outro sintoma decorrente do AVC é a dor de cabeça repentina durante a prática de exercícios físicos ou movimentos mais intensos. Diferente da cefaleia habitual, que tende a se agravar com o tempo, esse tipo de dor surge de forma súbita e severa. Além desse sinal, especialistas alertam para a fraqueza em uma das mãos ou em uma das pernas. Esse sintoma, que muitos ignoram por até meses e que dificulta o diagnóstico e o tratamento, tende a ocorrer em casos de câncer ou esclerose múltipla.
A sensação de dormência nos pés e nos dedos também pode indicar problemas de saúde. De acordo com neurologistas, esse quadro surge quando os nervos deixam de enviar informações ao cérebro de forma adequada, situação desencadeada por doenças como diabetes ou condições autoimunes, por exemplo. Além disso, os especialistas citam um fenômeno comum que, dependendo da frequência, pode indicar crises epilépticas: o déjà vu. É importante, portanto, consultar um médico se os episódios concorrem semanalmente.