Oferecimento

Henry David Thoreau, filósofo: "A riqueza supérflua só adquire o supérfluo. Não é preciso dinheiro para comprar o que a alma precisa"

O filósofo defende que a simplicidade e o desapego são os pilares para uma vida mais plena

16 jun 2026 - 18h16
we.bond.creations/Shutterstock
we.bond.creations/Shutterstock
Foto: Minha Vida

Onde se esconde a felicidade? Ou melhor, como encontrá-la? Ao longo da história, pensadores e filósofos se fizeram essa mesma pergunta, com respostas diferentes. 

Para Aristóteles, por exemplo, ela depende de nós e é alcançada por meio da virtude, da razão e da autorrealização — e não pelo sucesso ou pelo poder. Já para Immanuel Kant, a felicidade não é um desejo ou uma escolha, mas um dever. Para Henry David Thoreau, a felicidade está em viver de forma deliberada.

Publicidade

Se o filósofo americano pudesse observar os dias de hoje, diria que uma das piores coisas que podem acontecer é chegar ao fim da vida e perceber que não se viveu de verdade. Arrepender-se por não ter aproveitado o presente da existência. 

Em sua obra Walden: a vida nos bosques, publicada em 1854, Thoreau escreveu: "Vim a este mundo não para fazer dele, acima de tudo, um lugar confortável, mas para viver". É isso que, segundo sua filosofia, nos torna felizes — algo que se resume a viver com intenção.

Em seu ensaio mais conhecido, ele afirma que é surpreendente o quanto alguém pode se sentir satisfeito apenas com a sensação de existir — uma reflexão otimista, próxima da perspectiva da psicologia positiva. Em Walden, obra que poderia ser comparada aos livros de autoajuda atuais (embora muito mais profunda), Thoreau propõe romper com a rotina e, sobretudo, com o que é imposto. 

...

Publicidade

Veja mais

Veja também

Estresse: quais os sintomas físicos e emocionais?

Sócrates, filósofo: "A verdadeira sabedoria chega a cada um de nós quando percebemos o quão pouco entendemos da vida"

Immanuel Kant, filósofo: "A felicidade, mais do que um desejo, alegria ou escolha, é um dever"

Jean-Jacques Rousseau, filósofo: "Não temos nada a mostrar além de uma aparência frívola e enganosa, razão sem sabedoria e prazer sem felicidade"

Carl Gustav Jung, pai da psicologia analítica: "A vida começa aos 40. Até então, estamos apenas investigando"

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações