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Ginecologistas concordam: "Mulheres com menopausa precoce têm 30% mais risco de doenças cardiovasculares"

Um estudo revelou que os efeitos da menopausa precoce sobre o coração podem persistir mesmo após o controle de fatores de risco tradicionais

18 jun 2026 - 16h13
SpeedKingz/Shutterstock
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Foto: Minha Vida

Quando pensamos na menopausa, a conversa social e médica costuma se limitar aos sintomas mais evidentes e de curto prazo, como as ondas de calor, as alterações de humor, a insônia e o fim do período fértil. No entanto, essa fase da vida de toda mulher tem implicações que vão muito além, especialmente para a saúde, por representar uma grande mudança metabólica e, sobretudo, vascular.

Agora, o maior estudo internacional realizado até hoje confirmou uma realidade preocupante: quando a menopausa ocorre mais cedo, o risco de infarto do miocárdio ou AVC aumenta de forma significativa, independentemente de outros fatores de risco tradicionais.

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Para chegar a essas conclusões com grande robustez científica, os pesquisadores recorreram ao macroestudo PURE, acompanhando uma ampla coorte de 111.619 mulheres de 26 países diferentes ao longo de uma média de 14,6 anos. Especialistas já apontam que os resultados representam um marco metodológico na cardiologia feminina.

Os achados mostram que o risco varia de forma clara conforme a idade em que ocorre o fim da menstruação:

  • Quando a menopausa acontece antes dos 40 anos, ela é classificada como "menopausa prematura" e está associada a um aumento de 27% a 30% no risco de eventos cardiovasculares graves, como infartos.
  • Quando ocorre entre os 40 e os 45 anos, recebe a classificação de "menopausa precoce" e está ligada a um risco 14% maior de complicações cardíacas.

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