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Dia do Orgulho Autista: como apoiar e acolher filhos com TEA em cada fase da vida

Celebrada neste dia 18 de junho, a data reforça a importância de entender as diferentes necessidades de suporte desde a infância até a maturidade

18 jun 2026 - 12h11

Nesta quinta-feira, 18 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Orgulho Autista. Criada originalmente pela organização americana Aspies for Freedom e celebrada no Brasil desde 2005, a data carrega um propósito fundamental. O objetivo principal é desmistificar visões negativas, mostrando que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) não é uma enfermidade, mas sim uma variação neurológica natural que faz parte da diversidade humana.

No Dia do Orgulho Autista, entenda os graus de suporte do TEA e veja orientações de especialista para acolher em todas as idades
No Dia do Orgulho Autista, entenda os graus de suporte do TEA e veja orientações de especialista para acolher em todas as idades
Foto: nambitomo/Getty Images / Bons Fluidos

Estima-se que existam cerca de 2,4 milhões de pessoas com autismo no Brasil. De acordo com dados do IBGE, a maior concentração de diagnósticos está na primeira infância, entre 0 e 4 anos de idade. Nesse cenário, é natural que pais e responsáveis acumulem preocupações sobre o desenvolvimento e, principalmente, o futuro. Entretanto, com acolhimento e ajustes práticos, é perfeitamente possível garantir o bem-estar em cada etapa do amadurecimento.

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Para a Bons Fluidos, o neurologista Tonny Luccas, do AmorSaúde, destaca a importância do autocuidado para os próprios pais nessa jornada: "Ter um filho com autismo requer o desenvolvimento de algumas habilidades. O ideal é que os pais façam acompanhamento psicológico, a fim de adquirir estratégias para lidar com a situação, que varia muito em cada caso"

O olhar atento à criança autista

A identificação do TEA costuma acontecer a partir dos 18 meses de vida. Nessa fase, a ausência de contato visual sustentado por cinco segundos e as dificuldades de interação social servem como sinais de alerta. Caso os pais notem um atraso no desenvolvimento comparado a outras crianças da mesma idade, o caminho ideal é buscar o auxílio de um neuropediatra e de um fonoaudiólogo.

Após a avaliação, o médico define o chamado "grau de suporte", que dita o nível de assistência necessário. O especialista detalha essas distinções:

  • Grau 1 de suporte: "necessita de menos apoio, o principal o auxílio que os pais terão que prestar será na interação social e na flexibilização, ou seja, ajudar a criança a adaptar os seus pensamentos a novas situações e regras";
  • Grau 2 de suporte: "neste caso, a criança necessita de um suporte mais elaborado, cuidando da interação, da flexibilização, da comunicação verbal e não verbal e da rigidez comportamental";
  • Grau 3 de suporte: "é o mais severo e necessita de suporte intensivo, principalmente na comunicação e atividades diárias. O paciente neste grau, muitas vezes, é dependente por toda a vida".

Da mesma forma, vale destacar que crianças com níveis 1 e 2 podem conquistar uma excelente independência escolar e social. Para isso, o segredo está na união entre o estímulo familiar e uma escola preparada para aplicar as adaptações garantidas por lei.

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O acolhimento na vida adulta

A necessidade de cuidado não desaparece com o tempo, ela apenas se transforma. Na vida adulta, o paciente com TEA pode continuar contando com uma rede multidisciplinar para manter sua qualidade de vida e independência. Nesse sentido, quatro áreas profissionais desempenham papéis fundamentais:

  • Psicologia: essencial para trabalhar a flexibilização mental, ajudando no desenvolvimento de habilidades sociais e na conquista de autonomia;
  • Terapeuta Ocupacional: ajuda o adulto a ganhar independência em tarefas práticas e rotineiras, como cuidar da própria higiene, vestir-se e realizar atividades domésticas ou profissionais;
  • Fonoaudiologia: segue atuando na melhora da comunicação. Nos casos de grau 3, possui também a importante função de auxiliar em funções físicas, como mastigação e deglutição;
  • Neurologia: acompanha o paciente ao longo de toda a jornada biológica, tratando e monitorando condições que podem surgir associadas, como distúrbios do sono, ansiedade e epilepsia.

O médico ressalta, portanto, que independentemente da idade do filho, o ambiente familiar continua sendo o porto seguro mais importante. Pequenas ações em casa fazem toda a diferença para o bem-estar a longo prazo. "Além disso, a atuação dos pais tem um papel muito importante. Mesmo na vida adulta, eles podem auxiliar filhos autistas seguindo recomendações como a redução de estímulos e a administração correta das medicações necessárias", conclui.

*Com informações da AmorSaúde

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