Qual opção é pior para a saúde: adoçante ou refrigerante zero? Veja

Entenda o impacto dos edulcorantes artificiais no organismo e veja qual das opções traz mais riscos à sua saúde a longo prazo

15 mai 2026 - 19h18

A busca por uma alimentação mais equilibrada frequentemente esbarra em substituições industriais.

Confira qual opção escolher
Confira qual opção escolher
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Diante do impacto comprovado do açúcar refinado no organismo, o mercado desenvolveu alternativas de baixa caloria.

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Duas das opções mais consumidas no mundo são os adoçantes de mesa e os refrigerantes zero.

O debate sobre a segurança dessas alternativas continua intenso na comunidade médica.

Afinal, qual dessas opções traz mais riscos reais para o corpo humano?

O impacto dos adoçantes no organismo

Os adoçantes artificiais, também chamados de edulcorantes, são substâncias químicas com alto poder de adoçar.

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Os tipos mais comuns no mercado incluem o aspartame, a sucralose, a sacarina e o ciclamato de sódio. Também existem as opções naturais, como o xilitol e a estévia.

Por muito tempo, o uso dessas substâncias foi considerado totalmente inofensivo. Estudos recentes, porém, acendem o alerta para o consumo crônico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu diretrizes desaconselhando o uso de edulcorantes para o controle de peso a longo prazo.

O principal problema do adoçante isolado está na alteração da microbiota intestinal. As substâncias químicas podem eliminar bactérias benéficas do intestino.

Esse desequilíbrio prejudica a digestão e afeta o sistema imunológico. Além disso, o cérebro recebe o estímulo do sabor doce, mas não recebe a glicose esperada.

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Esse mecanismo pode desregular o apetite, aumentando o desejo por carboidratos mais tarde.

O perigo oculto do refrigerante zero

O refrigerante zero açúcar utiliza os mesmos edulcorantes citados anteriormente em sua composição.

Portanto, ele já carrega todos os pontos negativos do adoçante comum. Contudo, o refrigerante zero apresenta agravantes que o tornam um produto ainda mais complexo para a saúde.

O primeiro grande agravante é a presença do ácido fosfórico. Esse composto químico é utilizado para realçar o sabor e conservar a bebida.

O excesso de fósforo no organismo compete diretamente com a absorção de cálcio.

Com o tempo, o consumo diário pode enfraquecer a estrutura óssea, aumentando o risco de osteoporose e gerando problemas nos dentes.

Outro fator crítico é a alta concentração de sódio, utilizada para equilibrar o paladar da bebida. O sódio em excesso é um dos principais gatilhos para a hipertensão arterial e a retenção de líquidos.

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Por fim, os corantes artificiais e os conservantes presentes na lata sobrecarregam o fígado e os rins, órgãos responsáveis por filtrar as toxinas do corpo.

O veredito: Qual das opções é pior?

Analisando a composição e os efeitos sistêmicos, o refrigerante zero é pior para a saúde do que o adoçante de mesa.

O adoçante isolado possui riscos associados ao paladar e à flora intestinal, mas seu uso costuma ocorrer em gotas ou pequenas doses.

Já o refrigerante zero associa os malefícios do adoçante químico a um coquetel de conservantes, ácidos, corantes e sódio.

O volume ingerido de refrigerante por um indivíduo também costuma ser muito maior, intensificando os danos.

É importante destacar que nenhuma das duas opções deve ser considerada saudável. A substituição do açúcar comum por versões químicas não cura o vício do paladar por alimentos excessivamente doces.

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Recomendações médicas para o dia a dia

A melhor alternativa para preservar a saúde metabólica e cardiovascular é reeducar as papilas gustativas.

O consumo de água mineral, águas aromatizadas com frutas ou chás naturais sem açúcar deve ser a prioridade na rotina.

Caso a transição seja difícil, utilize adoçantes naturais como a estévia com moderação. Evite transformar o consumo de produtos ultraprocessados zero em um hábito diário.

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