Comer doce alivia o estresse? Entenda o efeito do açúcar no cérebro
Comer doce alivia o estresse? Entenda o efeito do açúcar no cérebro
Foto: Freepik

Do café da manhã ao “docinho” depois do almoço, o açúcar está presente em boa parte da nossa rotina e também no centro de um debate cada vez mais comum: afinal, ele pode causar dependência? A sensação de prazer ao comer um chocolate, a dificuldade de resistir a sobremesas e até a vontade quase automática de consumir algo doce em momentos de estresse levantam uma dúvida: açúcar vicia?

"O açúcar não é classificado como uma substância viciante nos mesmos moldes de drogas. O que pode acontecer é um comportamento de dependência relacionado ao ato de consumir açúcar, principalmente quando ele passa a ser usado como recompensa emocional, conforto ou estratégia para aliviar estresse e ansiedade", explica a nutricionista Ruth Egg.

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Segundo a especialista, isso ocorre porque alimentos muito doces ativam áreas do cérebro ligadas ao prazer e à recompensa, estimulando a liberação de dopamina. "Com o consumo frequente, a pessoa pode criar um padrão comportamental de busca constante por esse estímulo, aumentando o desejo por alimentos doces e a dificuldade de controlar o consumo", completa.

O açúcar estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer e recompensa. "Esse mecanismo, quando ativado de forma frequente, pode reforçar comportamentos alimentares impulsivos e dificultar o controle do consumo. Além disso, oscilações rápidas de glicemia podem impactar o humor, levando a picos de energia seguidos de cansaço, irritabilidade e aumento da vontade por mais açúcar", diz.

Como reduzir o consumo de açúcar?

De acordo com a nutricionista, a redução do açúcar deve ser gradual para facilitar a adaptação do paladar. "Estratégias eficazes incluem diminuir aos poucos a quantidade adicionada em bebidas e preparações, evitar o consumo frequente de ultraprocessados, priorizar alimentos in natura, aumentar a ingestão de fibras e proteínas para melhorar a saciedade e organizar a rotina alimentar para evitar longos períodos de jejum".

Com o tempo, o paladar se adapta, e a preferência por sabores menos doces se torna mais natural.

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