Na cozinha, costumamos usar especiarias inteiras ou já moídas, sendo as primeiras quase sempre mais indicadas para triturar em casa, pois preservam melhor o aroma. As folhas de louro, no entanto, são a exceção que foge à regra: sempre as usamos inteiras. E há uma razão para isso - ou melhor, várias.
Na verdade, é possível encontrar folhas de louro moídas no comércio, embora não seja a opção mais comum. A maioria de nós se lembra daquele galho de louro seco pendurado na cozinha da família, ou do pote típico que mães e avós sempre mantinham cheio de folhas para adicionar a caldos, ensopados e outros pratos tradicionais. Já a versão moída é bem mais rara e, sinceramente, não compensa comprar.
Há duas razões principais para seguirmos esse costume herdado dos nossos ancestrais, e elas estão ligadas às próprias características do ingrediente: as folhas são muito duras e têm um poder aromático extremamente intenso. Pelos mesmos motivos, é sempre recomendável removê-las ao final do cozimento, antes de servir ou armazenar.
Folhas em forma de lâmina
Não gosto de usar folhas de louro quebradas na minha cozinha. Só recorro a elas quando estão acabando e tento não perdê-las de vista. Uma folha partida se despedaça facilmente na panela e ninguém quer encontrar fragmentos de louro espalhados no prato.
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