Saúde do cérebro: hábitos simples para viver melhor após os 60

A estimulação cognitiva tem ganhado espaço justamente por oferecer desafios capazes de manter o cérebro ativo ao longo da vida

8 ago 2026 - 14h38
Resumo
Viver mais não basta, é preciso viver bem! Especialistas destacam que a estimulação cognitiva é tão importante quanto alimentação saudável e exercícios para um envelhecimento ativo. Atividades como aprender algo novo, resolver desafios e manter uma vida social rica ajudam a preservar memória, atenção e autonomia. 🧠💡

Viver mais já é uma realidade para milhões de brasileiros. O desafio agora: fazer com que vivam esses anos extras com autonomia, independência e bem-estar. Nesse cenário, especialistas em longevidade reforçam que cuidar da saúde cerebral deve fazer parte da rotina tanto quanto manter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos.

Foto: Revista Malu

A estimulação cognitiva tem ganhado espaço justamente por oferecer desafios capazes de manter o cérebro ativo ao longo da vida. Assim como os músculos respondem ao treinamento físico, o cérebro também se beneficia com estimulo constante feito por atividades que exigem raciocínio, memória, atenção, planejamento e resolução de problemas.

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Segundo a especialista em neuroaprendizagem e diretora pedagógica do Supera - Estimulação Cognitiva, Patrícia Lessa, o envelhecimento não significa, necessariamente, perda acelerada das capacidades cognitivas.

"Nosso cérebro mantém a capacidade de aprender durante toda a vida. Quanto mais ele é desafiado de forma estruturada, maiores são as chances de preservar funções importantes para o dia a dia, como memória, concentração, tomada de decisão e autonomia."

Ela explica que a estimulação cognitiva deve ser encarada como um hábito permanente, assim como caminhar, dormir bem ou manter uma alimentação saudável.

Cinco hábitos que ajudam a manter o cérebro ativo

Especialistas recomendam incorporar pequenas atitudes à rotina para favorecer a saúde cognitiva:

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  • Aprender algo novo, como um idioma, instrumento musical ou habilidade manual;
  • Ler regularmente e buscar interpretar diferentes tipos de conteúdo;
  • Resolver jogos de lógica, desafios matemáticos e quebra-cabeças;
  • Manter uma vida social ativa, com conversas e atividades em grupo;
  • Praticar exercícios físicos e cuidar da qualidade do sono.

Segundo Patrícia, o mais importante é variar os estímulos. "Quando repetimos sempre as mesmas atividades, o cérebro tende a automatizar processos. Já novos desafios exigem adaptações e favorecem a formação de novas conexões neurais."

Estimulação cognitiva faz parte do conceito de envelhecimento ativo

A Organização Mundial da Saúde define o envelhecimento ativo como o processo de otimizar oportunidades para saúde, participação social e segurança ao longo da vida. Nesse contexto, cuidar da cognição tornou-se uma estratégia importante para preservar independência e qualidade de vida.

O Supera desenvolveu um programa específico para pessoas com 60 anos ou mais, reunindo exercícios cognitivos, atividades em grupo e desafios progressivos que estimulam diferentes funções do cérebro em um ambiente socialmente enriquecedor.

Além dos benefícios percebidos pelos alunos, evidências científicas também reforçam a importância da estimulação cognitiva.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), analisando a metodologia do Supera, observou melhora da memória, redução das queixas cognitivas e diminuição de sintomas depressivos entre participantes que realizaram o treinamento cognitivo.

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