Eliana faz: especialistas explicam por que dormir em quartos separados virou tendência e seus benefícios

A decisão, antes vista como sinal de crise no relacionamento, passou a ser associada ao cuidado com a saúde, ao sono e à convivência

6 ago 2026 - 12h40

A declaração da apresentadora Eliana de que ela e o marido, o diretor Adriano Ricco, costumam dormir em quartos separados voltou a gerar repercussão. O hábito, antigamente considerado sinônimo de crise na relação, não é exclusivo da famosa. Hoje, cada vez mais casais optam pela prática por motivos diversos, muito mais ligados à saúde, ao bem-estar individual e até à própria convivência.

A decisão, antes vista como sinal de crise, passou a ser associada ao cuidado com a saúde, o sono e a convivência
A decisão, antes vista como sinal de crise, passou a ser associada ao cuidado com a saúde, o sono e a convivência
Foto: Reprodução/Instagram/@eliana / Bons Fluidos

Para Eliana, a justificativa foi a dificuldade de manter a qualidade do sono em decorrência do ronco do companheiro. "Às vezes, acontece lá em casa [dormir em quartos separados] e não tem nada a ver com estar bem ou estar mal. Tem a ver com eu precisar trabalhar amanhã, ou ele precisar, e a gente faz isso. Existe uma questãozinha sonora lá em casa, o ronco, que eu realmente não consigo dormir. Incomoda", contou durante um episódio do programa Saia Justa.

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Dormir separados: sono é a principal motivação

De acordo com o médico Julio Pereira, que discute temas de saúde e comportamento em seu canal do YouTube, a priorização do descanso pleno é um dos principais fatores que têm levado casais a dormir em quartos separados.

"Muitas vezes as pessoas hoje casam mais tarde, então já têm toda aquela rotina do sono que é diferente da do outro [...] Existem pessoas que realmente têm um sono mais leve e despertam. Muitos homens têm apneia do sono, ronco, e isso acaba despertando a outra pessoa. Ademais, às vezes a pessoa tem insônia, fica acordando a noite inteira, não consegue dormir e acaba acordando o outro do casal", apontou.

O resultado da falta de descanso se reflete tanto na saúde física quanto na saúde mental do parceiro. Pereira afirmou que, entre os impactos, está o maior risco de transtornos de ansiedade e depressão, além de falhas na memória e outros efeitos que atrapalham o cotidiano. Em razão dessas consequências, conforme apontou o médico, cerca de 43% dos millennials (pessoas entre 28 e 42 anos) não dormem juntos.

Na avaliação do especialista, os números se concentram nessa geração porque os jovens adultos estão mais abertos a mudanças e passaram a compreender melhor que existem fatores médicos envolvidos no processo. Ou seja, ocorre uma transformação de perspectiva em que os casais deixam os tabus de lado para preservar o bem-estar individual. No entanto, o exemplo de Eliana, aos 51 anos, mostra que a prática vem se expandindo para outras faixas etárias.

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Efeitos na relação

Segundo o psicólogo especialista em relacionamentos Thomas Schultz-Wenk, além de auxiliar na manutenção da saúde em geral, a decisão traz benefícios que refletem na própria convivência. Isso ocorre porque a medida ajuda a evitar conflitos decorrentes das alterações de humor provocadas pela privação de sono.

"Eu tenho uma amiga cujo marido ronca muito. Chegou a um ponto em que, quando tem condição, ela vai para outro quarto. A relação melhora, porque ela fica descansada. Quando dorme com ele, no outro dia fica com a paciência lá embaixo e com raiva dele", exemplificou em um vídeo publicado no Instagram.

Os profissionais orientam, portanto, que o casal, assim como fizeram Eliana e o marido, se livre de regras impostas e avalie se a escolha de dormir em ambientes separados não pode melhorar a rotina diária. "É muito engraçado a gente pensar em relacionamento com essas regras em comum de que tem que dormir junto. Não. Se está tendo esse atrito, a gente tem que pensar no casal com uma visão um pouco mais macro", aconselhou o psicólogo.

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