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Byung-Chul Han, filósofo: "A felicidade vem do trabalho manual. Sem as mãos, não há felicidade, nem pensamento, nem ação"

Redescobrir o trabalho manual e o prazer de fazer algo longe de uma tela é uma forma de resistência.

7 mai 2026 - 14h21
(atualizado em 9/5/2026 às 07h00)
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Foto: Minha Vida

Para Byung-Chul Han, filósofo alemão de origem sul-coreana, existe um problema global que afeta nosso modo de vida atual. Em seus livros, especialmente em A Sociedade do Esgotamento, Han argumenta que vivemos em uma sociedade na qual constantemente exigimos demais de nós mesmos, e esse excesso de atividade mental e de busca por desempenho acaba nos prejudicando mais do que ajudando.

Essa hiperatividade mental entra em conflito com nossa capacidade de parar, contemplar e agir. Além de criticar uma sociedade cujo excesso de positividade adoece as pessoas, sua visão propõe que redescubramos o silêncio e a pausa. Para isso, nada é melhor do que trabalhar com as mãos. É aí que a felicidade se esconde.

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Em entrevista ao El País após receber o Prêmio Princesa das Astúrias de Comunicação e Humanidades, Han afirmou que "a felicidade vem do trabalho manual", acrescentando que "sem mãos não há felicidade, nem pensamento, nem ação". Ele não é o primeiro filósofo a defender essa ideia. O filósofo alemão Martin Heidegger, em Ser e Tempo, argumentou que os seres humanos não são apenas "cérebros pensantes", mas seres que habitam o mundo, e que a inteligência surge do fazer. Han defende a mesma concepção: nosso pensamento se origina nas mãos.

Leia mais: O homem mais feliz do mundo tem 3 conselhos básicos para ser feliz e eles fazem muito mais sentido no mundo de hoje

A psicologia também valoriza o uso das mãos para reduzir a ansiedade

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