Muitos brasileiros cultivam jardins sem saber que a escolha das mudas pode ser considerada um crime ambiental. Algumas das espécies vetadas por lei são ornamentais e populares, cultivadas em casas, praças e calçadas. O que muita gente não sabe é que manter essas plantas pode representar infração ambiental, sanitária ou até crime, conforme a legislação do país.
As restrições podem ser de proibição total de cultivo e venda ou limitação regional, de acordo com o risco que cada espécie oferece à saúde humana, à agricultura ou à fauna nativa. Em alguns casos, a planta em si é tóxica; em outros, o perigo é o potencial de uso indevido, como a produção de substâncias ilícitas ou o impacto ecológico.
Toxinas, pragas e fabricação de drogas
A classificação de uma planta como proibida depende de diferentes fatores. Algumas espécies liberam toxinas perigosas ou atuam como hospedeiras de pragas agrícolas, ameaçando polinizadores e causando prejuízos econômicos e danos à flora brasileira.
Além disso, outras espécies que são associadas à fabricação de drogas, também entram na lista de restrição.
Cinco plantas que podem esconder um problema legal
1. Murta (ou falsa murta)
Comum em cercas vivas e jardins, a espécie tem proibição regional em diversos estados por atrair o psilídeo-asiático, inseto que transmite o greening, uma doença que devasta plantações de cítricos.
2. Papoula-do-ópio
Cultivada por suas flores, é proibida em todo o território nacional. A espécie contém compostos usados na ...
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