O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, pediu nesta quarta-feira (1º) que o Comitê Olímpico Nacional Italiano (Coni) considere intervir na federação de futebol do país (Figc), após a seleção ter fracassado nas eliminatórias da Copa do Mundo pela terceira vez seguida.
Abodi, que é crítico da gestão do presidente da Figc, Gabriele Gravina, disse que solicitou ao chefe do Coni, Luciano Buonfiglio, que avalie "todas as formas técnicas compatíveis" para uma intervenção, porque "podem existir os pressupostos para isso".
"É uma derrota quando não se vai à Copa por três edições. Hoje não é um dia normal", declarou o ministro, que defende uma "refundação do futebol italiano", a começar pela "renovação da liderança da Figc".
Gravina, no comando da federação desde 2018, tem sido pressionado a renunciar ao cargo devido à derrota nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina na final da repescagem europeia, mas declarou que essa decisão cabe ao conselho federal da Figc.
Os componentes da entidade devem fazer uma primeira reunião informal nesta quinta-feira (2), em Roma, incluindo dirigentes das ligas das Séries A, B e C, além de associações de jogadores e treinadores.
Todas essas entidades estão representadas no conselho federal da Figc, que deve se reunir na semana que vem para discutir o futuro de Gravina.
O Coni tem sido elogiado pelo sucesso das Olimpíadas de Milão e Cortina d'Ampezzo, quando a Itália alcançou uma participação recorde em Jogos de Inverno, com 30 medalhas (10 de ouro, seis de prata e 14 de bronze).
Antes disso, em 2024, em Paris, o país já havia feito a melhor campanha olímpica de sua história, com 40 medalhas (12 ouros, 13 pratas e 15 bronzes).