Há mais de 100 anos, escavamos algumas tumbas egípcias e deixamos passar algo terrível: quem estava, de fato, em seu interior

A arqueologia encontrou evidências que poderiam resolver um dos grandes mistérios dos primeiros faraós

16 out 2026 - 17h06
(atualizado em 17/10/2026 às 12h20)
Resumo
Novas análises forenses da Universidade de Cambridge revelaram que servos e cortesãos sepultados há mais de 5.000 anos junto aos primeiros faraós egípcios foram, na verdade, sacrificados. Antes tidos como vítimas de enterro em vida ou suicídio ritual por falta de sinais visíveis de violência, 18 dos 46 crânios descobertos na década de 1920 apresentavam lesões letais que haviam sido erroneamente atribuídas à degradação temporal pelos arqueólogos da época.
Há mais de 100 anos, escavamos algumas tumbas egípcias e deixamos passar algo terrível: quem estava, de fato, em seu interior.
Há mais de 100 anos, escavamos algumas tumbas egípcias e deixamos passar algo terrível: quem estava, de fato, em seu interior.
Foto: Xataka

Não era preciso ser nenhum gênio para entender que, por trás dos ritos funerários dos egípcios, havia algo muito suspeito. Muito antes de começarem a erguer pirâmides, os primeiros faraós — há mais de 5.000 anos — já construíam grandes túmulos e necrópoles onde, como você provavelmente já sabe, eles não estavam sozinhos.

Descobertos em 1920, esses túmulos, que acompanhavam o faraó da época, abrigavam outras pessoas. Não necessariamente familiares, mas servos, artesãos e membros da corte que, ou haviam morrido ao mesmo tempo, ou tinham sido vítimas de algum sacrifício. Diante da falta de provas que confirmassem essa última hipótese, a conclusão mais lógica era a de que teriam sido enterrados vivos. Agora, isso mudou.

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O que os arqueólogos não conseguiram identificar

Sem sinais de ferimentos que indicassem uma morte violenta e forçada, a ideia de sacrifícios ficava restrita a duas possibilidades: ou os servos teriam optado voluntariamente por acompanhar seu senhor (o que é, no mínimo, suspeito), ou teriam sido forçados a ser sepultados ainda vivos. O problema é que, na verdade, não estávamos observando com o olhar adequado.

Graças aos avanços na tecnologia forense, a Universidade de Cambridge descobriu, durante uma escavação, que 18 dos 46 crânios encontrados apresentam ferimentos potencialmente fatais. Embora esses ferimentos já estivessem presentes quando os arqueólogos encontraram os crânios em 1920, eles pareciam ser apenas danos causados pela passagem do tempo ou, na pior das...

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