Um voo na Índia fez um pouso de emergência após a bateria portátil de um passageiro pegar fogo na cabine, reacendendo alertas de segurança aérea. O risco ocorre pela fuga térmica, fenômeno em que as baterias de íons de lítio sofrem colapso químico e geram chamas intensas. Por isso, órgãos reguladores impõem regras rígidas: os aparelhos devem ser transportados apenas na bagagem de mão, protegidos individualmente, sendo proibido usá-los ou recarregá-los durante o voo para evitar acidentes graves.
No último domingo (11), um voo da companhia aérea indiana, IndiGo precisou realizar um pouso de emergência em Hyderabad, na Índia, após uma das baterias portáteis de um passageiro ter pegado fogo dentro da cabine. O dispositivo eletrônico estava guardado em uma bolsa no compartimento superior de bagagens durante o trajeto.
A fumaça densa mobilizou a tripulação, que agiu rapidamente, usando extintores de incêndio para conter as chamas e evitar tragédias a bordo. O incidente reacendeu o alerta global das autoridades de aviação civil sobre os perigos reais de transportar carregadores externos em viagens.
O fenômeno da fuga térmica e superaquecimento
Os carregadores, conhecidos como power banks, funcionam por meio de baterias de íons de lítio, tecnologia que armazena energia em recipientes compactos. Quando o equipamento sofre impactos físicos, apresenta defeitos de fabricação ou passa por superaquecimento, ele pode entrar em um colapso químico chamado de fuga térmica.
Durante o processo, a temperatura interna do aparelho se eleva em segundos e gera uma reação em cadeia incontrolável. Esse fenômeno libera fumaça escura, lança gases altamente tóxicos e provoca chamas intensas, que dificultam o combate ao fogo no espaço restrito da aeronave.
As regras para o transporte no avião
Diante dos riscos constantes, órgãos reguladores do mundo inteiro impõem diretrizes rigorosas para o embarque desses componentes eletrônicos. No Reino Unido, por exemplo, a Autoridade de Aviação Civil (CAA) estabeleceu que as baterias portáteis devem viajar exclusivamente na bagagem de mão.
Além disso, as normas proíbem o carregamento do próprio dispositivo ou o uso dele para abastecer celulares durante a viagem. Os passageiros também devem limitar o transporte a duas unidades protegidas individualmente, garantindo a integridade dos equipamentos e a tranquilidade de todos a bordo.
Seguir as orientações de segurança e checar as restrições da companhia aérea antes de embarcar evita surpresas e protege vidas. A conscientização sobre o manuseio correto desses aparelhos é a melhor ferramenta para prevenir acidentes graves em altitudes elevadas.