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El Niño vai se intensificar até atingir pico em dezembro, diz ONU; pode ser o mais forte desde 1950

Temperatura oceânica no Pacífico equatorial deve chegar a 3,7°C entre outubro e dezembro, superando o recorde de 2,6°C registrado na ocorrência de 2015 a 2016

8 out 2026 - 07h53
Resumo
Segundo a ONU, o El Niño se intensificará até atingir o pico em dezembro, podendo ser um dos mais fortes desde 1950. O fenômeno deve elevar as temperaturas globais a níveis inéditos e alterar o regime de chuvas, aumentando riscos de secas e inundações que agravam a crise climática. A anomalia térmica no Pacífico pode alcançar 3,7°C até o fim do ano, superando recordes históricos ao liberar para a atmosfera o calor já acumulado nos oceanos, com impactos já sentidos no mundo todo.

O El Niño continuará se intensificando até atingir o "ponto máximo" em dezembro, alertou a agência da ONU para o clima nesta quinta-feira, 7, apontando ainda que poderá ser um dos mais fortes registrados desde 1950. O fenômeno meteorológico natural vai provocar um aumento das temperaturas em grande parte do planeta, descreveu a agência no boletim mensal sobre o clima global; o impacto deve agravar os efeitos das mudanças climáticas causadas pela humanidade.

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"É provável que isso leve a temperaturas acima da média em grande parte do planeta e altere os padrões de precipitação, um cenário no qual aumentaria o risco de secas e inundações em diversas regiões", aponta o documento.

O rio Pinula transbordou após chuvas incessantes ligadas ao fenômeno El Niño, provocando erosão severa e o desabamento de casas no bairro de Villa Hermosa I, em San Miguel Petapa, Guatemala.
O rio Pinula transbordou após chuvas incessantes ligadas ao fenômeno El Niño, provocando erosão severa e o desabamento de casas no bairro de Villa Hermosa I, em San Miguel Petapa, Guatemala.
Foto: Luis Vargas/Anadolu via Getty

O atual El Niño também já produz efeitos em diferentes partes do mundo e agrava a seca na América Central, com impactos sobre plantações e animais.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o El Niño está ganhando força e, entre outubro e dezembro deste ano, pode elevar as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical a níveis sem precedentes. A entidade já estima em quase 100% a probabilidade de o fenômeno persistir até fevereiro de 2027.

Entre junho e agosto, a temperatura da superfície do mar no Pacífico equatorial, região central do fenômeno, subiu de 1,6°C para 2,5°C. A previsão é de que a anomalia chegue a 3,7°C entre outubro e dezembro, superando o recorde de 2,6°C registrado na ocorrência de 2015 a 2016.

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O fenômeno, detalha a agência, não produz calor adicional, mas libera para a atmosfera parte do calor armazenado no oceano, que já apresenta temperaturas recordes. /AFP

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