O Mar dos Sargaços, no Atlântico Norte, é o único do mundo sem fronteiras terrestres, delimitado apenas por quatro grandes correntes oceânicas. Repleto de algas flutuantes essenciais à biodiversidade, esse ecossistema singular sofre os impactos das mudanças climáticas. Pesquisas baseadas em quatro décadas de medições revelam que suas águas estão ficando progressivamente mais quentes, mais ácidas e com níveis reduzidos de oxigênio.
O Mar dos Sargaços, no Atlântico Norte, desafia uma característica comum à maioria dos mares: ele não tem litoral nem é cercado por continentes ou ilhas. Seus limites são definidos por quatro grandes correntes oceânicas, que formam um sistema de circulação ao redor de suas águas. A região também possui extensos aglomerados de algas flutuantes, importantes para a sobrevivência de diferentes espécies marinhas. Mas essa combinação de características únicas não impede que o mar sofra os efeitos das mudanças climáticas. Um estudo publicado na revista Frontiers in Marine Science analisou quatro décadas de medições e identificou águas mais quentes, mais ácidas e com menos oxigênio.
O Mar dos Sargaços tem fronteiras feitas de correntes oceânicas, não de terra
Em um mapa, o Mar dos Sargaços pode parecer apenas mais uma região do Atlântico Norte. A diferença está na maneira como seus limites são estabelecidos: ao invés de costas e ilhas, são as correntes oceânicas que delimitam essa área, formando um enorme giro de água. Quatro correntes compõem esse sistema. A Corrente do Golfo marca o limite oeste, enquanto a Corrente do Atlântico Norte fica ao norte. A leste, está a Corrente das Canárias, e, ao sul, a Corrente Equatorial do Atlântico Norte. Como essas correntes variam conforme as condições do oceano, os limites do mar também podem mudar ao longo do ano.
É essa dinâmica que faz do Mar dos Sargaços uma exceção geográfica. Ele não é uma extensão do oceano parcialmente cercada por terra,...
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