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Estamos ficando sem praias no planeta; e nem percebemos, porque o preço para aterrá-las é grande demais

O dilema entre gastar cada vez mais para conter o mar ou ceder terreno à natureza vai definir o futuro de grande parte das áreas costeiras habitadas

12 ago 2025 - 13h18
Foto: Xataka

Há algo muito pior do que o surgimento de algas ou de matéria fecal nas praias. Mais grave até do que o "roubo" sistemático que vem acontecendo nas costas para seguir levantando construções é uma realidade silenciosa cujo desfecho é um cenário em que, simplesmente, ficaremos sem praias no planeta. E esse processo não só já está em curso, como estamos gastando uma fortuna para nada.

Ameaça global

O Financial Times destacou o tema esta semana em um extenso especial. Rodanthe, nos Outer Banks da Carolina do Norte, é um exemplo da grave erosão que afeta inúmeras comunidades costeiras no mundo: perde entre 3 e 4,5 metros de praia por ano e, desde 2020, onze casas já desabaram no mar.

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O problema, agravado por tempestades mais intensas, marés fortes e a elevação do nível do mar associada às mudanças climáticas, agora é potencializado por um fator crítico: a escassez de areia, recurso que atua como barreira natural contra inundações e temporais, mas cuja demanda crescente — sobretudo pela construção civil — encarece e limita sua disponibilidade.

O (não) truque

A forma mais comum de tentar conter a erosão tem sido a "regeneração de praias", transportando areia de outros locais. Mas, em Rodanthe, o custo inicial ultrapassaria 40 milhões de dólares — algo inviável para o município. Restam, então, duas alternativas: a retirada planejada de infraestruturas ou resistir até que as ondas decretem o fim.

A erosão como desafio estrutural

E há muito mais. Cidades como Miami, Barcelona e a...

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