Uma estudante do ensino médio da Virgínia, nos Estados Unidos, criou um sistema de filtragem que pode remover a maior parte dos microplásticos da água potável sem recorrer às membranas tradicionais. O projeto foi desenvolvido por Mia Heller, de 18 anos, e aposta em um ferrofluido reutilizável, um óleo magnético capaz de se ligar às partículas de plástico enquanto a água passa pelo sistema.
A ideia surgiu depois que Heller leu, em um jornal local, uma reportagem sobre a contaminação da água em sua vizinhança, em Warrington. Os testes apontavam níveis elevados de PFAS e microplásticos, enquanto autoridades deixavam claro que não haveria verba pública para custear a filtragem. Diante disso, a família da adolescente instalou um sistema avançado em casa, mas a manutenção frequente chamou a atenção dela, que passou a buscar uma alternativa mais acessível e com menos desgaste.
Foi assim que nasceu o conceito de um filtro sem membrana sólida. Heller começou a desenvolver a proposta em 2024 e, depois de meses de experimentos feitos na garagem e na cozinha, chegou a um protótipo funcional. Nas primeiras versões, o sistema já conseguia retirar os microplásticos em duas etapas, mas ainda exigia manutenção constante porque o ferrofluido não era recuperado automaticamente. O grande desafio, então, passou a ser transformar o mecanismo em um circuito fechado, capaz de se autolimpar e reutilizar esse material magnético.
Como o filtro funciona
Após cerca de cinco ciclos de aprimoramento, a ...
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