Trio é condenado a até 28 anos por matar jovem e ocultar partes do corpo no RS

Dois réus receberam penas de 28 anos e três meses e o terceiro foi condenado a 22 anos e três meses

22 set 2026 - 08h48
Resumo
Três indígenas foram condenados em Coronel Bicaco (RS) a penas de 22 a 28 anos de prisão em regime fechado pelo homicídio qualificado e ocultação de cadáver de Eliedson Claudino Sales, de 22 anos. O crime ocorreu em abril de 2025, na Terra Indígena do Guarita, em Redentora, após uma discussão em um bar. A vítima morreu por traumatismo cranioencefálico grave e teve partes do corpo, como mãos e pés, amputadas e espalhadas pelos réus para dificultar a identificação. Eles não poderão recorrer em liberdade.

Três indígenas foram condenados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Coronel Bicaco pela morte de Eliedson Claudino Sales, de 22 anos. O julgamento terminou por volta das 21h desta quinta-feira (17), depois de mais de 12 horas de sessão. Os réus terão de cumprir as penas em regime fechado e não poderão recorrer em liberdade.

Foto: Magnific / Porto Alegre 24 horas

Gilnei Fafan Si Claudino e Marizabel Claudino Matias foram condenados a 28 anos e três meses de reclusão cada. Alexandro Lucas da Rocha recebeu pena de 22 anos e três meses. Os jurados consideraram os três culpados por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver.

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O crime ocorreu em abril de 2025, na Terra Indígena do Guarita, em Redentora. Conforme a denúncia do Ministério Público, Eliedson foi agredido e morto pelos três acusados após uma discussão em um bar localizado na reserva.

Ainda segundo a acusação, depois da morte, partes do corpo foram retiradas e deixadas em locais diferentes para dificultar a identificação da vítima. O corpo de Eliedson foi encontrado em um riacho, próximo a uma ponte, dentro da terra indígena. Já os pés e as mãos foram localizados a quilômetros dali, no cemitério da localidade de Estiva, também em Redentora.

O laudo pericial apontou que a causa da morte foi um traumatismo cranioencefálico grave, acompanhado de hemorragia. Na época do crime, os três acusados tinham entre 20 e 22 anos.

Durante o julgamento, foram ouvidas cinco testemunhas de acusação e duas de defesa. Os três réus também foram interrogados. A acusação foi sustentada pela promotora de Justiça Jaquiline Liz Staub, enquanto a defesa ficou a cargo da defensora pública Cassia Passos Vieira e do advogado dativo Jonathan Thomas do Espírito Santo.

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O julgamento foi presidido pelo juiz Victor Matheus Bevilaqua, designado para atuar no caso por meio do projeto Júri Itinerante.

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