Quem são as mulheres que competiram na Fórmula 1?

17 mar 2026 - 18h24

No GP da Austrália, duas grandes engenheiras da Fórmula 1 receberam homenagens por seu trabalho na categoria. No entanto, a participação feminina parece terminar nos bastidores. Desde os primórdios da categoria, o grid se manteve majoritariamente masculino, apresentando barreiras e desafios maiores para mulheres que sonham com a vida de piloto.

Apenas uma mulher pontuou na história da Fórmula 1
Apenas uma mulher pontuou na história da Fórmula 1
Foto: Ronald Dumont/Express/Hulton Archive/Getty Images / Perfil Brasil

Em comparação ao número de homens, a quantidade de mulheres que participaram da corrida do campeonato mundial é pequena. Ainda assim, algumas pioneiras chegaram longe o bastante para deixar suas marcas e inspirar debates sobre diversidade nos esportes de alto desempenho.

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Quem foram as mulheres que correram na Fórmula 1?

Ao longo de sete décadas, apenas cinco mulheres participaram de Grandes Prêmios da Fórmula 1. A italiana Maria Teresa de Filippis foi a primeira a competir na categoria, em 1958, e disputou três etapas oficiais. Nos anos 1970, a também italiana Lella Lombardi se tornou a primeira, e única, a somar pontos no campeonato, com um sexto lugar no GP da Espanha de 1975.

A britânica Divina Galica também é um nome de destaque na história da categoria. A piloto tentou se classificar para três corridas nas temporadas de 1976 e 1978, apesar de não ter conseguido largar oficialmente. Desiré-Wilson, da África do Sul, também buscou um espaço no grid em 1980, assim como a italiana Giovanna Amati, em 1992.

Presença feminina no automobilismo

A baixa presença de mulheres na Fórmula 1 e no automobilismo pode ser explicada por fatores variados, envolvendo questões culturais, sociais e estruturais. Para competir, são necessários investimentos significativos desde as divisões de base, onde o incentivo feminino é menor. Isso reflete em menor acesso a patrocínios, vagas em equipe e oportunidades para demonstrar talento.

Além disso, preconceitos históricos e estereótipos sobre a capacidade feminina se tornam grandes obstáculos no crescimento de mulheres no automobilismo de elite. Nos últimos anos, campanhas focadas em jovens mulheres buscam ampliar a representatividade de gênero, promovendo projetos de formação de pilotos e incentivando talentos a seguir carreiras nas pistas.

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