Porto Alegre iniciou testes com contêineres de lixo subterrâneos no bairro Menino Deus para otimizar o espaço urbano e reduzir o mau cheiro. O modelo subterrâneo amplia a capacidade de descarte e surge como resposta ao vandalismo na capital, onde o incêndio de 166 recipientes tradicionais causou prejuízo de mais de R$ 3,3 milhões desde março de 2025. O projeto está em fase de avaliação para futura expansão.
Porto Alegre começou a testar um novo modelo de coleta de resíduos com contêineres instalados de forma subterrânea. A iniciativa está sendo experimentada no bairro Menino Deus e propõe uma alternativa ao modelo tradicional de coleta utilizado na cidade.
Os equipamentos ficam abaixo do nível da calçada, deixando apenas a estrutura necessária para o descarte dos resíduos acessível aos moradores. A proposta busca reduzir a exposição do lixo nas ruas e minimizar problemas como vandalismo, mau cheiro e acúmulo de resíduos no entorno dos contêineres.
O modelo também permite concentrar uma quantidade maior de resíduos em um único ponto. Em Viamão, por exemplo, equipamentos semelhantes já foram instalados na Avenida Liberdade, com capacidade conjunta de aproximadamente 7 mil litros.
Prejuízo com contêineres incendiados
A iniciativa também surge em meio aos prejuízos provocados por atos de vandalismo contra contêineres convencionais em Porto Alegre.
Desde março de 2025, 166 equipamentos verdes utilizados para a coleta de resíduos foram incendiados na Capital. O prejuízo estimado com a destruição dos contêineres ultrapassa R$ 3,3 milhões.
O novo sistema é avaliado como uma alternativa para aumentar a proteção dos equipamentos e organizar a disposição dos resíduos no espaço urbano.
O projeto ainda está em fase de testes e deverá ser avaliado antes de uma eventual ampliação para outras regiões de Porto Alegre.