Pentágono intensifica planos de intervenção militar em Cuba, diz jornal

16 abr 2026 - 13h00

Departamento de Defesa dos EUA pede cautela após reportagem do "USA Today" alegar que Washington estaria intensificando o planejamento para intervir militarmente na ilha e aguardando ordens diretas de Trump.Uma reportagem divulgada nesta quinta-feira (16/04) pelo jornal americano USA Today afirma que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos estaria intensificado planos referentes a uma intervenção militar em Cuba, aguardando ordens diretas do presidente dos EUA, Donald Trump. A publicação provocou uma reação do Pentágono, que pediu cautela em relação ao tema.

Autoridades dos EUA, incluindo Donald Trump, lançaram diversas ameaças ao regime cubano
Autoridades dos EUA, incluindo Donald Trump, lançaram diversas ameaças ao regime cubano
Foto: DW / Deutsche Welle

As alegações surgem após meses de medidas adotadas por Washington para aumentar a pressão econômica sobre Havana no intuito de forçar mudanças políticas na ilha, como ao restringir o fornecimento de petróleo ao país.

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O próprio Trump, que afirmou repetidamente que Cuba seria seu próximo alvo depois do Irã, deixou as portas abertas para uma ação direta. "Acho que terei a honra de assumir o controle de Cuba", chegou a afirmar o republicano. "Pode ser uma tomada de poder amigável, ou não", acrescentou.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, foi enfático no mês passado ao ser questionado sobre os sucessivos vazamentos para a imprensa a respeito das relações entre Cuba e os Estados Unidos. "Qualquer notícia sobre Cuba que não venha de nós é mentira", disse, tentando desacreditar reportagens como as do USA Today ou outras anteriores do The New York Times, em um contexto de incertezas e sensibilidades.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos reagiu à reportagem do USA Today afirmando que não especularia sobre "cenários hipotéticos" e que as Forças Armadas antecipam várias contingências e "permanecem preparadas para executar as ordens do presidente".

Bloqueio econômico, pressão política e crise estrutural

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As tensões entre Cuba e os Estados Unidos, que se intensificaram em janeiro, aumentaram novamente esta semana quando o ministro cubano do Exterior, Bruno Rodríguez, acusou Washington de intimidar os países que tentam realizar negócios com a ilha e defendeu o direito da nação caribenha de importar combustível.

Trump intensificou a pressão contra o governo do presidente Miguel Díaz-Canel ao bloquear os carregamentos de petróleo bruto venezuelano desde a prisão do presidente Nicolás Maduro, em 3 de janeiro.

O bloqueio petrolífero imposto pelos EUA nos últimos três meses também exacerbou uma crise estrutural que a ilha vem sofrendo há pelo menos seis anos. A economia do país contraiu 15% entre 2020 e 2025.

rc (EFE, ots)

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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