Pacientes que recebiam tratamento com Polilaminina morreram por causa da substância? Entenda

Laboratório Cristália afirma que óbitos não possuem relação com a substância e defende a segurança do tratamento experimental para lesão medular

7 ago 2026 - 14h58

Sete pacientes que recebiam o tratamento experimental com a substância polilaminina podem ter morrido no Brasil desde fevereiro. A informação foi divulgada durante uma apresentação da pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelos estudos com substância durante a Rio Innovation Week. Segundo ela,  os casos ocorreram no programa de acesso expandido do Laboratório Cristália, responsável por disponibilizar o produto fora do estudo clínico formal. Contudo, a empresa afirma que as mortes não possuem relação direta com a aplicação do remédio.

Cientista brasileira, Tatiana Sampaio, em apresentação na Rio Innovation Week —
Cientista brasileira, Tatiana Sampaio, em apresentação na Rio Innovation Week —
Foto: Divulgação / Perfil Brasil

Polilaminina

O mecanismo de uso compassivo permite que doentes graves acessem produtos sob análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes da aprovação final.

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Evolução clínica e dados dos pacientes

Mais de 100 pessoas já receberam a substância no país via autorização regulatória. Diante desse cenário, a pesquisadora detalhou o acompanhamento de um grupo específico de pacientes:

  • Pacientes monitorados: 17 pessoas completaram o período mínimo de seis meses de observação clínica.

  • Evolução registrada: 10 pacientes apresentaram avanços em sensibilidade ou controle motor na região anal.

  • Óbitos confirmados: 7 pacientes faleceram durante o período de tratamento, sendo o caso mais recente registrado nesta quinta-feira (6).

Em vista disso, especialistas ressaltam que avanços na escala de sensibilidade não significam a recuperação total dos movimentos das pernas.

Regulamentação da Anvisa e próximos passos

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Do mesmo modo, a Anvisa informou que recebeu 128 pedidos para o uso da polilaminina, autorizando 110 deles. Nesse ínterim, o órgão regulador reduziu a janela de aplicação de 90 para até 3 dias após a lesão medular, alinhando a concessão aos critérios científicos originais.

Por fim, o laboratório garante que a taxa de eventos adversos graves diretamente ligados à proteína é nula. Além disso, a polilaminina ainda precisa iniciar o ensaio clínico oficial no Hospital das Clínicas da USP e na Santa Casa de São Paulo para comprovar, cientificamente, sua eficácia e segurança em humanos.

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