O que é o bloqueio anestésico dos nervos cranianos, realizado em Michelle Bolsonaro?

Ex-primeira-dama foi internada em Brasília devido à persistência de dores de cabeça resistentes a medicamentos. Procedimento é indicado para alguns tipos de cefaleia e enxaqueca

2 ago 2026 - 20h58

Michelle Bolsonaro recebeu alta hospitalar neste domingo (2) após passar por um bloqueio anestésico dos nervos cranianos no Hospital DF Star, em Brasília. Segundo a assessoria da ex-primeira-dama, o procedimento foi realizado devido à persistência de um quadro de cefaleia, popularmente conhecida como dor de cabeça, que não respondeu ao tratamento com medicamentos orais.

Michelle Bolsonaro participaria do evento para anunciar a candidatura, mas teve de faltar ao compromisso por questões de saúde
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Foto: Reprodução / Instagram / Perfil Brasil

Em nota divulgada nas redes sociais, o hospital informou que Michelle foi submetida a exames para investigação da causa da dor antes da realização do procedimento. A equipe médica afirmou que a paciente apresentou resposta satisfatória ao tratamento e recebeu alta no mesmo dia.

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O bloqueio anestésico dos nervos cranianos é uma técnica utilizada por neurologistas para aliviar diferentes tipos de cefaleia, principalmente quando os sintomas são intensos ou persistentes.

Michelle Bolsonaro realiza bloqueio anestésico dos nervos cranianos

De acordo com especialistas, o procedimento interrompe temporariamente os sinais de dor enviados ao sistema nervoso central. A técnica é indicada em casos como enxaqueca de difícil controle, cefaleia cervicogênica e cefaleia em salvas.

Os nervos mais frequentemente tratados são o occipital maior e o occipital menor, localizados na parte posterior da cabeça, logo abaixo da pele. Eles estão ligados às vias responsáveis pela transmissão da dor em diversos tipos de cefaleia.

O tratamento consiste na aplicação de anestésicos próximos aos nervos afetados. Em algumas situações, o médico também pode utilizar corticosteroides para potencializar o efeito. O procedimento não envolve injeções no cérebro nem no interior do crânio.

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Normalmente, a aplicação é realizada por um neurologista em ambiente ambulatorial, embora alguns pacientes sejam atendidos em hospitais. O procedimento costuma durar cerca de 30 minutos, seguido por um período de observação para monitorar possíveis reações imediatas.

Convenção do PL

Devido ao procedimento, Michelle Bolsonaro não compareceu à convenção do PL em Brasília. O discurso da ex-primeira-dama foi lido pelo irmão e primeiro suplente, Diego Torres. "Eu gostaria muito de estar aí com vocês, mas faz mais de dez dias que estou com enxaqueca muito forte. Estava tomando medicamentos, mas isso não resolveu. Ontem fui ao hospital, onde fiquei internada. Meu corpo precisou parar, mas o meu compromisso com vocês não parou", diz trecho da mensagem.

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