Em busca do 4º mandato, Lula afirma estar "infinitamente melhor" aos 80 anos

Durante a convenção que oficializou sua candidatura à reeleição, o presidente apresentou prioridades para um eventual quarto mandato, falou sobre a idade e reforçou pautas como educação, defesa e proteção às mulheres

2 ago 2026 - 20h40
(atualizado às 20h43)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve a candidatura à reeleição oficializada neste domingo (2), durante a convenção nacional do partido. Em seu discurso, o presidente afirmou que, se conquistar um novo mandato, pretende avançar em áreas estratégicas do governo, reforçou o combate à violência contra a mulher e disse que, aos 80 anos, está "infinitamente melhor" do que quando era mais jovem.

PT oficializa Lula como candidato à Presidência
PT oficializa Lula como candidato à Presidência
Foto: Reprodução / TV PT / Perfil Brasil

Ao apresentar as prioridades para um eventual quarto mandato, Lula afirmou que o país já garantiu o essencial e agora precisa avançar.

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"Agora que temos o básico garantido é a hora de dar um salto", declarou.

Segundo o presidente, as principais metas envolvem investimentos em educação, políticas voltadas aos idosos, fortalecimento da indústria de defesa, aproveitamento das terras raras e minerais críticos como patrimônio nacional e aceleração da transição energética.

No início do discurso, Lula comparou sua trajetória política à disputa de Copas do Mundo e afirmou que pretende encerrar a carreira política ao fim de um novo mandato. "Se eu ganhar, são quatro copas. Não vou disputar o penta, porque depois de terminar essa quero tirar férias para aproveitar mais 20 anos", afirmou.

Lula promete salto além do básico e destaca legado do governo

Ao defender sua candidatura, Lula afirmou que sua campanha será baseada nos resultados da atual gestão. Segundo ele, não há necessidade de recorrer a promessas sem fundamento.

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"Nós vamos para uma campanha em que qualquer assunto, em qualquer estado, com qualquer governador, vocês podem ter orgulho de defender o que o governo federal fez naquele estado", disse.

O presidente também elogiou integrantes da equipe ministerial, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e afirmou que a campanha destacará as entregas realizadas pelo governo nos estados e municípios. Durante o discurso, Lula voltou a defender o combate à violência contra a mulher e fez um apelo para que o tema permaneça como prioridade.

"Deus levou sete dias para fazer o mundo e ainda não acabou, porque só vai acabar o dia que a gente acabar com gente ruim no mundo, sobretudo com a violência de homem contra a mulher", afirmou.

Na sequência, acrescentou: "O cara vai ter que escolher: ou ele vota em mim ou ele bate numa mulher. Quem bate numa mulher não precisa votar em mim".

O presidente também comentou as pesquisas eleitorais e pediu tranquilidade aos apoiadores. "Por isso, eu quero dizer a todo mundo: não fique preocupado com pesquisa. Nem se tiver bom e nem se não tiver bom. A guerra não começou, o campeonato não começou", declarou.

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Idade, defesa e políticas para idosos marcaram o discurso

Lula voltou a falar sobre a própria idade e afirmou que está preparado para disputar a reeleição. "Eu tô inteiraço", disse, após afirmar que, aos 80 anos, está "infinitamente melhor" graças à rotina de exercícios físicos e ao cuidado com a saúde.

O presidente também defendeu o fortalecimento da indústria de defesa e pediu que o tema seja tratado como prioridade nacional. "Outra coisa importante é a questão da defesa. Quero pedir pra esquerda parar com essa bobagem de achar que a gente não tem que se preocupar com a defesa. Quero estar preparado para que ninguém invada esse país para levar o presidente. Para ninguém ousar se fazer de besta conosco. Precisamos investir na indústria da defesa", afirmou.

Outro compromisso apresentado foi a criação de políticas voltadas à população idosa. Lula destacou o envelhecimento da sociedade brasileira e defendeu programas que incentivem qualidade de vida e integração social.

"Eu quero olhar para os idosos. Nossa população envelheceu e nem sempre o filho que ela pariu cuida dela como ela cuidava dele. Nós precisamos criar um programa pro idoso. Mas não para ele ficar em um canto parado. É pra ele até namorar, se encontrar uma parceira", declarou.

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Por fim, ao encerrar esse trecho do discurso, o presidente voltou a destacar a importância da educação como ferramenta para reduzir a violência e ampliar oportunidades.

"É mais barato investir em educação do que manter alguém na prisão. E quem pode ir pra prisão é esse jovem, se a gente não investir nele."

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