Zelensky irá a Davos se planos de reconstrução e segurança 'ficarem prontos'

Ucrânia voltou a receber ataques massivos da Rússia nesta terça

20 jan 2026 - 09h16

Após ter cancelado sua presença no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, nesta terça-feira (20), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou que irá ao evento caso os "documentos de reconstrução do país e das garantias de segurança fiquem prontos".

    "Tanto o 'plano de prosperidade' [para a reconstrução pós-guerra] quanto as garantias de segurança são documentos muito importantes e falta pouco para concluí-los. Se estiverem prontos, teremos uma reunião e uma viagem" a Davos, afirmou Zelensky, citado pela imprensa ucraniana, antes de reforçar: "Se houver pacotes de energia ou decisões sobre defesa aérea adicional, com certeza irei".

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    Segundo fontes diplomáticas, o chefe de Estado de Kiev cancelou sua participação no Fórum Econômico Mundial, onde poderia se reunir, às margens da cúpula, com mandatários dos Estados Unidos e da Europa, devido aos novos bombardeios massivos da Rússia em seu país.

    Para o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Andrii Sybiha, os ataques russos realizados nesta manhã deveriam ser prioridade na agenda dos líderes mundiais em Davos.

    "O ataque bárbaro de [Vladimir] Putin é um alerta para os líderes internacionais reunidos em Davos: o apoio ao povo ucraniano é urgente. Não haverá paz na Europa sem uma paz duradoura na Ucrânia", declarou Sybiha.

    O evento na Suíça receberá delegações de alto nível dos Estados Unidos, incluindo o mandatário, Donald Trump; da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

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    Zelensky, que tem recebido forte apoio da UE, agradeceu a ajuda do governo da Itália no fornecimento de energia elétrica à Ucrânia, onde os ataques a estruturas de energia por Moscou têm sido constantes, deixando a população no escuro e sem aquecimento em pleno inverno europeu, quando as temperaturas podem ficar abaixo de zero.

    "Primeiramente, agradeço a Giorgia Meloni [premiê italiana].

    Este equipamento, proveniente da Itália, irá gerar cerca de 100 a 150 megawatts", disse Zelensky em conversa virtual com jornalistas, acrescentando que também conversou com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e outros líderes europeus para "pedir ajuda" no restabelecimento elétrico.

    Na madrugada entre segunda (19) e terça-feira (20), a Rússia lançou drones de longo alcance antes de disparar mísseis de cruzeiro em direção à capital ucraniana e seus arredores.

    Segundo a prefeitura de Kiev, o bombardeio deixou mais de 5 mil residências sem eletricidade.

    "Os serviços municipais e de energia estão trabalhando para restabelecer o aquecimento, a água e a eletricidade nas residências da cidade", afirmou o prefeito Vitaly Klitschko.

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    Em meio ao conflito na Ucrânia, Trump, que lidera um plano de paz para o leste europeu, convidou Zelensky para integrar o Conselho Executivo de Paz na Faixa de Gaza, onde ele também comanda as tratativas. .

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