Líder supremo do Irã diz que Trump agiu 'por desespero' para fechar acordo entre Teerã e Washington

Khamenei afirma que autorizou o pacto apesar de divergências

18 jun 2026 - 19h05
(atualizado às 19h25)
O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca em Washington, D.C., em 18 de abril de 2026. REUTERS/Nathan Howard/Foto de arquivo
O presidente dos EUA, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca em Washington, D.C., em 18 de abril de 2026. REUTERS/Nathan Howard/Foto de arquivo
Foto: Reuters

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira, 18, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agiu "por desespero" para garantir a assinatura do memorando de entendimento que abriu caminho para o fim do conflito bélico entre os países.

Em uma mensagem divulgada pela imprensa estatal iraniana, Khamenei declarou que Trump, "por desespero, utilizou todo tipo de pressão e influência para viabilizar o memorando de entendimento" entre os dois países. 

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Apesar de autorizar a negociação, Khamenei indicou que não apoiava integralmente os termos discutidos. Segundo ele, sua posição inicial era contrária ao entendimento com os americanos, mas acabou cedendo após receber garantias do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e de integrantes do Conselho Supremo de Segurança Nacional.

De acordo com o líder supremo, as autoridades iranianas assumiram o compromisso de garantir a "proteção dos direitos da nação iraniana e da Frente de Resistência", o que contribuiu para sua decisão de permitir o avanço das negociações.

O acordo entrou em vigor após meses de conflito regional e levou os Estados Unidos a suspenderem o bloqueio naval imposto ao Irã. A medida foi confirmada pelo Comando Central americano, que informou ter encerrado as ações de fiscalização impostas pelo presidente dos EUA. 

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O memorando prevê a interrupção imediata das operações militares e a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio global de petróleo. O texto também estabelece uma nova etapa de negociações entre os dois países, que deve ocorrer nas próximas semanas. 

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Segundo Khamenei, as negociações presenciais entre Teerã e Washington não significam aceitar "o ponto de vista do inimigo".

Fonte: Portal Terra
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