O príncipe de Gales, William, herdeiro do trono do Reino Unido, afirmou estar preocupado com o envolvimento de seu tio, Andrew Mountbatten-Windsor, no caso do pedófilo americano Jeffrey Epstein.
"Neste momento, não estou em um estado de calmaria", disse William ao lado de sua esposa, Kate, na cerimônia de premiação do Bafta, o Óscar britânico, que aconteceu domingo (22) em Londres.
William revelou a tensão em torno do nome do ex-príncipe, que chegou a ser preso momentaneamente na quinta-feira (19) enquanto as investigações contra ele continuam em múltiplas frentes, durante uma breve conversa sobre o filme "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet".
O herdeiro do trono britânico revelou que ainda não conseguiu assistir ao longa, que narra a trágica morte do filho de Shakespeare, por "não estar em um estado sereno".
Já Kate confirmou que viu o filme da diretora chinesa Chloé Zhao no sábado (21), se comovendo com a história.
A saída pública do casal real foi vista por analistas como uma tentativa de mostrar estabilidade em meio ao "terremoto" causado no Castelo de Windsor com o envolvimento de um membro da monarquia no escândalo Epstein.
Uma foto de Andrew tirada na semana passada, logo após sua libertação, mostra o irmão do rei Charles III abatido e visivelmente angustiado saindo do banco de trás de uma Range Rover da delegacia de polícia de Norfolk, onde ficou detido por 12 horas.
A imagem foi utilizada em um protesto dentro do Museu do Louvre, em Paris, com a legenda "He's sweting now" ("Agora ele está suando"), uma referência a uma antiga declaração sua dada a BBC em 2019, quando Andrew negou as acusações de uma das vítimas de Epstein, Virginia Giuffre, de que teria tido relações sexuais com ela.
No depoimento de Giuffre, que tinha 17 anos na época em que teria sido abusada pelo príncipe, ela revelou que ele "suava sem parar" em cima dela.
Jeffrey Epstein, um bilionário americano, morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual. Em 2008, ele foi condenado por solicitar prostituição de menores. Além de Andrew, diversas personalidades aparecem nos documentos ligados ao caso, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o mandatário americano Bill Clinton. .