Votação da ONU sobre Hormuz é esperada para a próxima semana; China se opõe ao uso da força

3 abr 2026 - 20h43

O Conselho ‌de Segurança da Organização das Nações Unidas deve votar na próxima semana uma resolução do Barein para proteger a navegação comercial dentro e ao redor do Estreito de Ormuz, disseram diplomatas nesta sexta-feira, mas a China, que tem poder de veto, deixou clara sua oposição ⁠a qualquer autorização do uso da força.

Uma reunião dos 15 membros do ‌Conselho foi inicialmente marcada para esta sexta-feira e depois remarcada para sábado. Vários diplomatas disseram que ela foi adiada para a ‌próxima semana, sem que uma nova data ‌tenha sido anunciada.

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A missão do Barein na ONU não ⁠respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o motivo do atraso. A resolução enfrentou a resistência da China, da Rússia e de outros países e foi atenuada em relação à sua forma original.

Os preços do petróleo subiram desde que os EUA e Israel atacaram ‌o Irã no final de fevereiro, dando início a um conflito ‌que já dura mais ⁠de um mês ⁠e que efetivamente fechou o estreito para o tráfego marítimo.

O Barein, que atualmente ⁠preside o Conselho de Segurança, ‌finalizou um esboço de uma ‌resolução na quinta-feira que autorizaria "todos os meios defensivos necessários" para proteger a navegação comercial.

O ministro das Relações Exteriores do Barein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, disse ao conselho na quinta-feira que ⁠uma votação seria realizada na sexta-feira, "se Deus quiser", e acrescentou que o Barein esperava uma "posição unificada deste estimado conselho".

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O Barein, apoiado em seus esforços para garantir uma resolução por outros Estados árabes do Golfo e por Washington, já ‌havia retirado uma referência explícita à aplicação obrigatória em uma tentativa de superar as objeções de outras nações, especialmente da Rússia ⁠e da China

Um quarto esboço de uma resolução foi colocado sob o chamado procedimento de silêncio para aprovação até quinta-feira às 13:00 (horário de Brasília). Diplomatas disseram que o silêncio foi quebrado pela China, França e Rússia, mas um texto foi posteriormente finalizado, ou "colocado em azul" na linguagem da ONU, o que significa que uma votação pode ocorrer.

O esboço de resolução finalizado autoriza as medidas "por um período de pelo menos seis meses (...) e até que o Conselho decida de outra forma".

Entretanto, em comentários ao Conselho de Segurança na manhã de quinta-feira, o enviado da China à ONU, Fu Cong, se opôs à autorização de uso da força.

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