Secretário de Estado dos EUA diz que Venezuela precisará, em última instância, de fase de transição e eleições livres

1 abr 2026 - 10h39

O secretário de ‌Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse na terça-feira que terá de haver uma fase de transição na Venezuela e que o país precisará de eleições livres e justas, embora tenha acrescentado que é preciso ter paciência até ⁠que esse ponto seja alcançado.

Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos
28 de janeiro de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst
Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos 28 de janeiro de 2026 REUTERS/Jonathan Ernst
Foto: Reuters

"Em última análise, terá de ‌haver uma fase de transição", disse Rubio em uma entrevista no programa "Hannity", do canal Fox News. "Terá de haver ‌eleições livres e justas na Venezuela. ‌E esse momento tem de chegar."

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"Temos de ser pacientes, ⁠mas também não podemos ser complacentes."

Os militares dos EUA prenderam o presidente venezuelano Nicolás Maduro em um ataque mortal em janeiro que foi ordenado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. O escritório de direitos humanos das Nações Unidas afirmou ‌que a operação foi uma violação do direito internacional.

Na época, ‌Trump disse que ⁠Washington iria "governar" a ⁠Venezuela. Posteriormente, a ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, assumiu o controle ⁠e tem governado o ‌país sob a supervisão ‌dos EUA.

Após as ações norte-americanas na Venezuela, Trump falou em agir contra Cuba e pressionar a liderança da ilha.

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Rubio disse na entrevista de terça-feira que Cuba precisa ⁠de reformas econômicas e políticas e que Washington logo teria mais notícias sobre o país.

"Portanto, acho que Cuba precisa de duas coisas: reformas econômicas e reformas políticas. Não é possível consertar a ‌economia do país se não mudarmos o sistema de governo", disse Rubio.

Os EUA cortaram as exportações de petróleo da ⁠Venezuela para Cuba após a derrubada de Maduro no início de janeiro, e Trump ameaçou aplicar tarifas punitivas a qualquer outro país que enviasse petróleo bruto para Cuba.

A crise energética de Cuba causou apagões em todo o país de 10 milhões de habitantes. Autoridades de saúde dizem que a crise aumentou o risco de mortalidade para pacientes com câncer, especialmente crianças.

Especialistas em direitos humanos afirmam que o foco de Trump na exploração do petróleo venezuelano e suas ameaças contra Cuba ecoam uma abordagem imperialista.

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