Irã ameaça atacar Meta, Google, Tesla, Boeing e outras empresas americanas no Oriente Médio

Em comunicado, a guarda listou 18 empresas que considera cúmplices nos 'assassinatos seletivos' de autoridades, incluindo Apple, Google e Meta

31 mar 2026 - 14h09
(atualizado às 14h16)
Tanques e mísseis de fabricação nacional são exibidos em Teerã, Irã, em 25 de março de 2026
Tanques e mísseis de fabricação nacional são exibidos em Teerã, Irã, em 25 de março de 2026
Foto: atemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta terça-feira, 31, que atacará grandes empresas de tecnologia americanas, como Apple, Google e Meta, caso mais líderes iranianos sejam mortos em "assassinatos seletivos".

"A partir das 20h no horário de Teerã (13h30 no horário de Brasília) de quarta-feira, 1º de abril, essas empresas terão suas unidades destruídas em retaliação a cada assassinato cometido no Irã", disse a guarda em comunicado, no qual listou 18 empresas que considera cúmplices nos "assassinatos seletivos" de autoridades.

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"Aconselhamos os funcionários dessas instituições a deixarem imediatamente seus locais de trabalho para preservar suas vidas", acrescentou.

O Irã já perdeu mais de 10 autoridades de alto escalão desde o início do conflito, em 28 de fevereiro. Entre os mortos estão o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani.

A Guarda Revolucionária do Irã aconselhou funcionários dessas empresas a não comparecerem aos seus locais de trabalho
Foto: Igor Russak/picture alliance via Getty Images

A última morte foi confirmada na segunda-feira, 30. O comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, morreu em um bombardeio israelense na cidade de Bandar Abbas, no sul do país, em 26 de março.

Em comunicado, a guarda elogiou os esforços de Tangsiri, particularmente por ajudar o Irã a manter o controle sobre o Estreito de Ormuz. "Todo combatente é um Tangsiri, e veremos que surpresas eles trarão nos próximos dias e meses", afirmou./Com informações da AFP

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