UE quer que China adote ações climáticas mais ambiciosas

13 jul 2025 - 14h02

O mundo precisa que a China demonstre mais liderança em relação às ações climáticas, afirmou neste domingo o Comissário da União Europeia para o Clima, Wopke Hoekstra, destacando a importância de cortar as emissões de gases que aquecem o planeta e reduzir a dependência da economia chinesa em relação ao carvão.

Hoekstra está em Pequim para conversações de alto nível com autoridades chinesas sobre questões ambientais e climáticas, nas quais também pretende incentivar a China a interromper a construção de novas usinas elétricas movidas a carvão e a eliminar gradualmente o uso do combustível fóssil.

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"Incentivamos a China a assumir um papel de liderança no futuro e realmente começar a reduzir significativamente as emissões nos próximos dois anos, além de sair do domínio do carvão", disse Hoekstra em uma entrevista à Reuters.

O número de usinas a carvão em construção tem aumentado na China - o maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, de acordo com o Fórum Econômico Mundial.

Nos primeiros três meses deste ano, a China aprovou 11,29 gigawatts (GW) de novas usinas de energia a carvão, superando a taxa de aprovação no primeiro semestre de 2024, segundo um relatório de junho do grupo ambiental Greenpeace.

Na semana passada, Hoekstra disse ao Financial Times que a UE estava adiando a assinatura de uma declaração climática conjunta com a China, a menos que Pequim se comprometesse mais com a redução das emissões.

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"Estamos abertos a analisar uma possível declaração, mas (...) o que é mais importante nesse tipo de declaração é o conteúdo que ela contém", disse ele quando perguntado sobre o assunto, sem especificar qual compromisso a UE espera ver por parte da China.

Hoekstra disse que a UE está interessada em buscar áreas de cooperação com a China antes da conferência climática da ONU COP30, que será realizada no Brasil em novembro.

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