O poder Executivo da União Europeia aprovou nesta quarta-feira (29) o pagamento da nona parcela dos recursos destinados à Itália pelo fundo de recuperação do bloco para o pós-pandemia.
A quantia totaliza 12,8 bilhões de euros (R$ 74,6 bilhões), quantia que será usada em investimentos para aumentar a eficiência da administração pública, dos tribunais e do sistema educacional.
Segundo o vice-presidente da Comissão Europeia, Raffaele Fitto, isso inclui medidas para reduzir o acúmulo de processos na Justiça Administrativa em mais de 80% e apoiar o ensino a 44 mil menores de idade carentes no sul do país, bem como para renovar a frota do Corpo de Bombeiros com 3,8 mil veículos de baixa emissão e requalificar 110 parques e jardins históricos.
Até o momento, a Itália já recebeu cerca de 166 bilhões de euros (R$ 967,4 bilhões) dos 194,4 bilhões (R$ 1,13 trilhão) a que tem direito do fundo de recuperação da UE - o país é o maior beneficiário do programa em números absolutos.
O instrumento é financiado por meio da inédita emissão de dívida pela Comissão Europeia e busca estimular as economias dos Estados-membros da UE no pós-pandemia e torná-las mais ecológicas. Na Itália, os recursos são direcionados para o Programa Nacional de Retomada e Resiliência (PNRR), que tem sido o motor do país nos últimos anos.
"Com a aprovação do pagamento da nona parcela, a Itália consolida sua liderança europeia na implementação do PNRR em termos de recursos recebidos e resultados alcançados. Este é o caminho que guiará as políticas de desenvolvimento após 2026, para uma Itália mais forte, coesa e protagonista nos desafios globais", afirmou a primeira-ministra Giorgia Meloni. .