Trump vai à China e diz que não precisa da ajuda de Xi na guerra contra o Irã

13 mai 2026 - 07h15

O presidente dos ‌Estados Unidos, Donald Trump, foi à China nesta quarta-feira para uma cúpula de alto risco com o presidente Xi Jinping, dizendo que não espera precisar da ajuda de Pequim para acabar com a guerra com o Irã e aliviar o controle de Teerã sobre o Estreito de Ormuz.

Falando antes de partir de Washington, Trump minimizou o ⁠papel que a China poderia ter na resolução do conflito, que continua a bloquear o ‌tráfego marítimo em uma hidrovia que normalmente transporta um quinto da oferta de petróleo do mundo.

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"Não acho que precisamos de ajuda com o Irã. Vamos vencê-lo de ‌uma forma ou de outra, pacificamente ou não", disse ‌ele a repórteres.

Mais de um mês após a entrada em vigor de um ⁠tênue cessar-fogo, as exigências dos EUA e do Irã para acabar com a guerra continuam distantes.

Washington pediu que Teerã eliminasse seu programa nuclear e suspendesse seu controle sobre o estreito, enquanto o Irã exigiu uma compensação pelos danos da guerra, o fim do bloqueio dos EUA e o fim dos combates em todas as frentes, inclusive ‌no Líbano, onde Israel está lutando contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã. Trump descartou essas ‌posições como "lixo".

Enquanto isso, o Irã ⁠parece ter firmado seu ⁠controle sobre o Estreito de Ormuz, fechando acordos com o Iraque e o Paquistão para transportar ⁠petróleo e gás natural liquefeito da região, ‌de acordo com fontes com ‌conhecimento do assunto.

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Outros países estão explorando acordos semelhantes, disseram as fontes, em uma ação que poderia normalizar o controle de Teerã sobre a hidrovia de forma mais permanente.

O governo Trump disse na terça-feira que autoridades dos EUA e da China concordaram ⁠no mês passado que nenhum país deveria poder cobrar pedágios sobre o tráfego através da região, em um esforço para projetar um consenso sobre a questão antes da cúpula.

A China, um grande comprador de petróleo iraniano que mantém laços estreitos com Teerã, não contestou essa informação.

PREÇO DA GUERRA

À ‌medida que os custos do conflito aumentam, Trump disse que as dificuldades financeiras dos norte-americanos não foram um fator em sua tomada de decisão sobre a guerra.

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Dados divulgados ⁠na terça-feira mostraram que a inflação ao consumidor dos EUA acelerou em abril, com a taxa anual registrando a maior alta em três anos com o aumento de alimentos, aluguel e passagens aéreas.

Questionado sobre até que ponto a pressão econômica sobre os norte-americanos o estava motivando a fechar um acordo, Trump respondeu: "Nem um pouco."

"A única coisa que importa, quando estou falando do Irã, é que ele não pode ter uma arma nuclear", disse Trump antes de partir para a China. "Eu não penso na situação financeira dos norte-americanos... Penso em uma coisa: não podemos permitir que o Irã tenha uma arma nuclear. Isso é tudo. Essa é a única coisa que me motiva."

As preocupações com o custo de vida continuam sendo uma das principais questões para os eleitores antes das eleições de meio de mandato em novembro.

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