Trump mistura conversa sobre guerra do Irã com reforma do Kennedy Center em reunião do conselho

16 mar 2026 - 17h13

O presidente dos Estados Unidos, Donald ‌Trump, reuniu seu conselho de curadores escolhidos a dedo do John F. Kennedy Center nesta segunda-feira para uma reunião que oscilou entre a guerra com o Irã e seus planos de reformular o marco cultural de Washington.

Trump reconheceu que a reunião na Casa Branca, com a presença de altos funcionários do governo e líderes ⁠empresariais ricos, foi em grande parte uma formalidade para aprovar seus planos de renovação ‌para o centro. Mas o evento também jogou luz sobre como o presidente está conciliando um conflito no exterior, agora em sua terceira semana, com ‌um ambicioso portfólio de projetos de construção em ‌toda a capital.

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"O que eu faço de melhor na vida é construir", ⁠disse Trump durante a parte pública da reunião, que durou uma hora, na qual ele classificou o Irã como um "tigre de papel" e protestou contra o "desastre" do centro de artes cênicas de Washington.

No final, ele já misturava expressões militares e artísticas.

"É preciso dois para dançar o tango", disse Trump quando perguntado por que ‌uma importante rota de navegação perto do Irã não havia sido reaberta se as ‌forças dos EUA haviam ⁠liberado os navios ⁠iranianos que instalavam minas.

PLANOS DE RENOVAÇÃO

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Trump, um incorporador imobiliário de Nova York, defendeu seus planos de ⁠fechar o Kennedy Center para dois ‌anos de reforma, começando após ‌o Dia da Independência, em 4 de julho, dizendo que é necessário concluir a reforma rapidamente.

"Quando você faz mármore, não pode ter pessoas andando sobre o mármore todas as noites, enquanto ele está secando e endurecendo, e ⁠indo assistir a uma peça", disse ele.

A extensão das mudanças previstas ainda não está clara. Nesta segunda-feira, Trump criticou as vigas de aço da frente do centro e os teatros internos, e já havia dito anteriormente que o carpete, as paredes, os lustres, os palcos ‌e a ventilação seriam atualizados.

Depois de se interessar pouco pelo centro que o Congresso dedicou como um memorial vivo a Kennedy após seu assassinato em 1963, ⁠Trump lançou uma reformulação logo após retornar ao poder. Em dezembro passado, seu conselho aprovou a mudança do nome do edifício para Trump-Kennedy Center.

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Muitos grupos e artistas desistiram de suas apresentações, citando a aquisição pelo republicano como motivo, e a diretora-executiva da Orquestra Sinfônica Nacional recentemente deixou o cargo.

Alguns democratas que ocupam cargos sem direito a voto na diretoria, incluindo a deputada Joyce Beatty, contestaram os planos do presidente. Na semana passada, um juiz federal ordenou que o governo permita que a parlamentar participasse da reunião desta segunda-feira e tivesse acesso aos planos de renovação.

"Nenhum presidente tem autoridade para excluir o Congresso da governança do Kennedy Center, muito menos para renomeá-lo ou demoli-lo unilateralmente", disse Beatty em um comunicado após a ordem judicial.

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