Rede elétrica nacional de Cuba entra em colapso, deixando milhões de pessoas sem energia

16 mar 2026 - 18h11

A rede elétrica nacional de ‌Cuba entrou em colapso nesta segunda-feira, informou a operadora de rede do país, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia em meio a um bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos que prejudicou o já obsoleto sistema de geração da ilha.

A operadora de rede ⁠UNE informou nas redes sociais que está investigando as causas do apagão, ‌o mais recente de uma série de interrupções de energia generalizadas que chegam a durar horas ou dias e que, neste fim ‌de semana, provocaram um raro protesto violento ‌no país comunista.

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Autoridades descartaram a possibilidade de uma grande falha ⁠na usina de energia, mas ainda não haviam identificado a causa principal do colapso da rede, sugerindo um problema na transmissão.

A energia começou a ser restaurada em todo o país em pequenos grupos de circuitos, ou microssistemas, disseram as autoridades, um primeiro, mas necessário passo para que a rede ‌completa volte a funcionar.

Neste ano, os Estados Unidos aumentaram a pressão sobre ‌Cuba, sua inimiga de ⁠longa data, desde ⁠a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro -- o mais importante benfeitor estrangeiro de ⁠Cuba -- em janeiro.

O presidente dos EUA, ‌Donald Trump, cortou as ‌remessas de petróleo venezuelano para Cuba e ameaçou impor tarifas a qualquer país que venda petróleo a Cuba, estrangulando a já antiquada rede elétrica da ilha caribenha.

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Cuba disse na sexta-feira que iniciou ⁠conversas com os Estados Unidos com a esperança de acalmar a crise. Trump disse nas últimas semanas que Cuba está à beira do colapso e está ansiosa para fazer um acordo com os EUA.

Os cubanos já se acostumaram com as ‌interrupções de energia, sejam elas ligadas à falta de fornecimento de petróleo ou a falhas sistêmicas na rede, que também podem ser ⁠resultado de uma geração de energia deprimida.

NO LIMITE

Cuba recebeu apenas duas pequenas embarcações com importações de petróleo neste ano, de acordo com dados de rastreamento de navios da LSEG vistos pela Reuters nesta segunda-feira.

O primeiro navio-tanque descarregou combustível em janeiro no porto de Havana, vindo do México, que até então era um fornecedor regular da ilha. O segundo navio, da Jamaica, descarregou gás liquefeito de petróleo -- conhecido como gás de cozinha -- em fevereiro.

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A Venezuela, que já foi o principal fornecedor de petróleo de Cuba, não enviou combustível para a ilha neste ano.

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