Trump diz que EUA mantêm direito de "proteger militarmente" base aérea de Chagos

5 fev 2026 - 17h51

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que se reservava o direito de "proteger militarmente" a base aérea conjunta Diego Garcia se acordos futuros ameaçassem o acesso norte-americano, após conversas "produtivas" com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

No mês ‌passado, Trump criticou o acordo de 2025 do Reino Unido para ceder a soberania do Arquipélago de Chagos — ‌incluindo uma ilha com a base conjunta Diego Garcia dos EUA e do Reino Unido — como um ato de "total fraqueza" e "grande estupidez".

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Mas em uma postagem no Truth Social nesta quinta-feira, Trump disse que entendia que o acordo feito por Starmer era "o melhor que ele poderia fazer".

O acordo de 2025 de Starmer transferiu a soberania ‍das Ilhas Chagos para Ilhas Maurício, mantendo Diego Garcia sob controle britânico por meio de um contrato de arrendamento de 99 anos que preservou as operações dos EUA na base.

"No entanto, se o acordo de arrendamento, em algum momento no futuro, vier a ser rescindido, ou se alguém ameaçar ‌ou colocar em risco as operações e forças dos EUA em nossa base, ‌eu me reservo o direito de garantir militarmente e reforçar a presença norte-americana em Diego Garcia", disse Trump.

BASE VITAL

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Uma porta-voz de Downing Street disse que Starmer e Trump "concordaram com a importância do acordo para garantir a base conjunta do Reino Unido e dos EUA em Diego Garcia, que continua sendo vital para os interesses de segurança compartilhados".

Ela acrescentou que o Reino Unido e os EUA continuariam a trabalhar em estreita colaboração na implementação do acordo.

O governo britânico afirmou anteriormente que agiu por razões de segurança nacional depois que decisões de tribunais internacionais ameaçaram sua capacidade de manter a base sob os acordos anteriores. O arquipélago, que abriga uma guarnição de cerca de 4.000 pessoas, tem sido usado para operações de longo alcance dos EUA, incluindo no Iêmen e no Afeganistão.

O acordo inclui 3 bilhões de libras (US$ 4 bilhões) a serem pagos pelo Reino Unido para as Ilhas Maurício durante a vigência do acerto, com uma opção de prorrogação por 50 anos e o Reino Unido mantendo o direito de preferência após esse período.

O acordo enfrentou forte oposição do Partido Conservador britânico, que argumenta que ele enfraquece a posição estratégica do país e ‌corre o risco de comprometer os acordos de segurança de longo prazo com os Estados Unidos.

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As Ilhas Maurício afirmaram que sua soberania sobre as ilhas foi inequivocamente reconhecida pelo direito internacional e que o acordo "não deve mais ser objeto de debate" e deve ser implementado rapidamente.

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