O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que não está satisfeito com a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã.
Em entrevista ao jornal New York Post, Trump disse que não pretende revelar quais medidas pode tomar em relação ao filho de Ali Khamenei, morto em um ataque de Estados Unidos e Israel.
"Não vou dizer. Não estou feliz com ele", declarou o presidente.
Nos últimos dias, Trump havia ameaçado matar qualquer sucessor de Ali Khamenei que assumisse o poder sem o seu consentimento, aumentando a tensão nas já deterioradas relações entre Washington e Teerã.
Questionado sobre a alta nos preços do petróleo causada pelo conflito com o Irã, Trump afirmou que já possui estratégias para lidar com a situação. "Tenho um plano para tudo. Vocês ficarão felizes", garantiu.
De acordo com relatos citados pela imprensa americana, a Casa Branca estaria analisando diferentes opções para reduzir o impacto do aumento nos preços da energia.
Entretanto, em uma publicação em sua rede social, Truth Social, o republicano afirmou que os preços do petróleo devem cair rapidamente com o que chamou de "fim da destruição da ameaça nuclear do Irã".
Segundo o presidente, o atual aumento no preço do petróleo seria um custo temporário. "É um pequeno preço a pagar pela paz e segurança dos Estados Unidos e do mundo. Só os tolos pensam o contrário", escreveu.
Ao responder uma pergunta sobre a possibilidade de enviar tropas americanas ao Irã para proteger as instalações subterrâneas de enriquecimento de urânio do país, ele afirmou que ainda não há consenso dentro de seu governo sobre qual decisão tomar. No entanto, indicou que uma missão terrestre não deve acontecer no curto prazo.
"Não tomamos nenhuma decisão sobre isso. Estamos longe de chegar a um acordo", admitiu.
Em outra declaração ao jornal Times of Israel sobre uma eventual decisão sobre o fim da guerra, Trump afirmou que a medida será tomada em conjunto com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Na entrevista, o líder norte-americano afirmou que a ação militar teria impedido uma ameaça maior à região. "O Irã teria destruído Israel e tudo ao seu redor. Trabalhamos juntos e destruímos um país que queria destruir Israel", concluiu.