Frédérique Misslin, correspondente da RFI em Jerusalém
Os israelenses normalmente são avisados da aproximação de um míssil balístico por meio de um pré-alerta enviado aos celulares. A notificação é emitida assim que o lançamento é detectado — geralmente poucos instantes após o disparo. Cerca de dez minutos depois, as sirenes são acionadas nas áreas com maior probabilidade de serem atingidas.
Nos últimos dias, porém, esse intervalo, que torna o sistema particularmente eficaz, foi drasticamente reduzido para apenas dois ou três minutos. O Exército israelense afirma que não se trata de uma falha técnica. Após pressão, as Forças Armadas divulgaram um comunicado neste fim de semana informando que já não conseguem garantir o envio sistemático do pré-alerta.
Radares americanos
De acordo com análises de imagens de satélite divulgadas por vários veículos de comunicação, o regime iraniano tem buscado atingir radares, sensores e sistemas de detecção americanos instalados em países do Golfo. A estratégia é destinada a sobrecarregar os sistemas de defesa antimísseis dos Estados Unidos e de Israel.
O número de mísseis disparados do Irã diminuiu significativamente nos últimos dez dias, segundo o Exército israelense, passando de cerca de 100 por dia para apenas algumas dezenas. O ataque mais recente, que atingiu o centro do país na manhã desta segunda-feira, deixou uma pessoa morta.
Israel anunciou também nesta segunda que está realizando novos ataques no Irã contra "infraestruturas do regime". Teerã, por sua vez, continua retaliando com ofensivas na região do Golfo.
Um ataque com drone iraniano no Bahrein feriu 32 civis, quatro deles em estado grave, na ilha de Sitra, segundo o Ministério da Saúde, citado pela imprensa local. Uma refinaria da Bapco, companhia estatal de petróleo do Bahrein, também foi atingida.