O presidente Donald Trump ameaçou destruir navios iranianos que se aproximarem do bloqueio dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. Segundo a publicação do republicano no Truth Social, nesta segunda-feira, 13, as embarcações serão atacadas no “mesmo sistema de eliminação" que já vem ocorrendo no Caribe.
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"Aviso: Se algum desses navios (iranianos) se aproximar do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar. É rápido e brutal. P.S.: 98,2% das drogas que entravam nos EUA por via marítima ou oceânica PARARAM!", escreveu o estadunidense.
Os ataques promovidos pelos EUA no Caribe são para combater embarcações que, segundo o governo norte-americano, transportam drogas para o território.
Ainda conforme o presidente norte-americano, 158 navios militares foram eliminados. “O que não atingimos foram seus poucos navios, que eles chamam de 'navios de ataque rápido', porque não os consideramos uma grande ameaça".
O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos no Estreito de Hormuz mira portos iranianos e terminais petrolíferos, e passou a valer às 11h, no horário de Brasília. As Forças Armadas estadunidenses informaram que qualquer embarcação que entre ou saia da área bloqueada sem autorização estará sujeita a interceptação, desvio e captura.
No entanto, há exceções para remessas de caráter humanitário, como alimentos, medicamentos e outros suprimentos essenciais, que poderão circular mediante inspeção.
O tráfego marítimo na região já estava baixo desde o início da guerra contra o Irã, quando o governo do país do oriente médio bloqueou a passagem de navios mercantes pelo Estreito há cerca de um mês.
Segundo Trump, a medida foi instituída por seu governo devido à recusa da república islâmica em abandonar suas “ambições nucleares”. O anúncio foi realizado após Teerã ameaçar retaliar contra portos de países vizinhos do Golfo após as negociações deste fim de semana não resultarem em acordo para encerrar o conflito, o que aumentou o risco de colapso do cessar-fogo.
Após o bloqueio, o ministro interino da Defesa do Irã, o brigadeiro-general Majid Ibn Reza declarou que o país está preparado para "qualquer cenário" e que as forças armadas iranianas estão em “alerta máximo de combate”.
**Com informações do Estadão