Colômbia acusa Equador de "interferência deliberada" na eleição presidencial em meio a disputa tarifária

30 mai 2026 - 15h01

O ‌Ministério das Relações Exteriores da Colômbia acusou neste sábado o Equador de "interferência deliberada" na eleição presidencial colombiana de domingo, depois que o presidente do Equador concordou em suspender tarifas comerciais em ⁠uma conversa com um candidato presidencial.

O presidente ‌do Equador, Daniel Noboa, disse na sexta-feira que seu país removeria as tarifas bilaterais ‌em 1º de junho, ‌depois de chegar a um acordo com ⁠o candidato presidencial colombiano de direita Abelardo De La Espriella.

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Noboa disse no X que a medida seria tomada depois de "confirmar a disposição (de De La Espriella ) de promover uma luta ‌real e conjunta contra o narcoterrorismo". Ele também ‌disse que ⁠eles haviam ⁠concordado com a entrega de criminosos equatorianos que estão ⁠na Colômbia.

O Ministério ‌das Relações Exteriores ‌da Colômbia rejeita "a apresentação enganosa da decisão de remover as tarifas como uma medida de boa fé do governo equatoriano", disse ⁠a pasta em nota, embora tenha acrescentado que removeria as medidas adotadas para mitigar as tarifas do Equador.

O gabinete de Noboa não respondeu imediatamente ‌a um pedido de comentário.

Os dois países estão envolvidos há meses em uma disputa comercial, ⁠com o Equador cobrando tarifas devido ao fracasso da Colômbia em combater o tráfico de drogas ao longo da fronteira de 586km entre os dois países, uma afirmação que o presidente colombiano Gustavo Petro rejeitou.

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De La Espriella, um candidato independente, enfrentará o aliado de Petro, Ivan Cepeda, e a senadora de direita Paloma Valencia, entre outros, na eleição de domingo.

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