Presidente do Irã defende Papa após 'insulto' de Trump

'Profanação de Jesus não é aceitável', declarou Pezeshkian

13 abr 2026 - 10h40
(atualizado às 11h08)

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, condenou nesta segunda-feira (13) os ataques de seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, ao papa Leão XIV e disse que a "profanação" de Jesus Cristo "não é aceitável".

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Sua Santidade Papa Leão XIV, condeno o insulto a Vossa Excelência em nome da grande nação do Irã", escreveu o mandatário em seu perfil no X.

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"Declaro que a profanação de Jesus, o profeta da paz e da fraternidade, não é aceitável para nenhuma pessoa livre. Desejo-lhe glória em nome de Deus", acrescentou Pezeshkian.

Na noite do último domingo (12), Trump publicou nas redes sociais um longo texto em que acusa Leão XIV, primeiro papa norte-americano na história, de ser "fraco" em questões como a criminalidade e a guerra no Irã.

"Eu não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos, porque estou fazendo exatamente aquilo que fui eleito para fazer, com uma vitória esmagadora, estabelecendo recordes de baixa criminalidade e criando o melhor mercado de ações da história", afirmou o mandatário.

Na sequência, Trump ainda reivindicou para si o fato de Robert Prevost ter sido eleito como sucessor de Francisco no conclave de maio de 2025.

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"Leão deveria ser grato porque, como todos sabem, sua nomeação foi uma surpresa chocante. Ele não estava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá pela Igreja por ser americano, e eles acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Donald Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", acrescentou.

O pontífice tem adotado uma postura crítica em relação à guerra no Oriente Médio e já indicou que não considera como verdadeiros cristãos aqueles que promovem conflitos armados.

"Deus não abençoa nenhum conflito, e aqueles que são discípulos de Cristo, o príncipe da paz, jamais se aliam àqueles que hoje lançam bombas", disse o Papa na última sexta-feira (10).

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