Entrou em vigor na noite desta quinta-feira (16) a trégua de 10 dias no Líbano, fruto de um acordo entre Israel e Beirute mediado pelos Estados Unidos.
Delegações dos dois países se reuniram na última terça (14), em Washington, para negociações que não tiveram a participação do grupo xiita libanês Hezbollah, parte ativa do conflito.
"Foi uma honra resolver nove guerras no mundo, e essa será a 10ª", escreveu o presidente Donald Trump na plataforma Truth Social.
Os combates no Líbano haviam sido deflagrados em 2 de março, na esteira da guerra lançada pelos EUA e por Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, também paralisada por um cessar-fogo temporário.
Segundo o Hezbollah, seus combatentes "manterão as mãos nos gatilhos" e estão prontos para reagir caso Israel viole a trégua.
Já o ministro israelense da Defesa, Israel Katz, disse que o Exército vai manter a ocupação no sul do Líbano para evitar ataques do grupo xiita. De acordo com ele, o objetivo central continua sendo desarmar o Hezbollah "com meios militares ou diplomáticos".
Apesar da fragilidade da trégua, a notícia foi recebida com festa pela população libanesa, que celebrou com fogos de artifício nas ruas do país. Enquanto isso, milhares de famílias deslocadas invadiram a principal estrada que leva ao sul da nação árabe para tentar voltar para casa.
O cessar-fogo também pode abrir caminho para uma resolução definitiva da guerra entre EUA e Irã, após o país persa ter mantido o bloqueio no Estreito de Ormuz devido à continuação dos ataques israelenses no Líbano.
A trégua temporária entre Washington e Teerã terminará no início da semana que vem, mas as partes negociam uma ampliação ou um acordo definitivo. "A guerra no Irã deve acabar muito em breve", garantiu Trump a jornalistas em Las Vegas, na última quinta-feira, declaração que ele já deu diversas vezes desde o início do conflito.