A Corte de Apelação de Roma, na Itália, decidiu novamente a favor da extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli, atendendo a um pedido do governo brasileiro após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão, anunciada na última quinta-feira (16) e confirmada pelo embaixador do Brasil em Roma, Renato Mosca de Souza, refere-se, desta vez, ao caso da condenação da ex-parlamentar bolsonarista por porte ilegal de arma, cuja sentença foi de cinco anos e três meses de prisão.
O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu, armada, um homem pelas ruas do bairro Jardins, em São Paulo.
O tribunal italiano já havia se manifestado favoravelmente à extradição em outro processo, no qual a ex-deputada foi condenada pela invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023.
Zambelli alega perseguição política, e sua defesa apresentou recurso contra a primeira decisão da Justiça italiana. Ontem, os advogados também informaram à imprensa brasileira que irão recorrer do segundo parecer.
Segundo Fábio Pagnozzi, o novo recurso será protocolado em até 15 dias na Corte de Cassação da Itália, sem prazo definido para análise, que pode se estender por meses.
O advogado italiano da ex-deputada, Pieremílio Sammarco, afirmou ao portal G1 ter recebido a decisão com surpresa, já que, segundo ele, o tribunal havia indicado que haveria um julgamento único.
Ele destacou ainda que não houve informação sobre a separação dos casos e garantiu que recorrerá imediatamente ao Supremo Tribunal de Cassação.
Com cidadania italiana, Zambelli fugiu para a Itália após ser condenada a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ.
Atualmente, ela está detida na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, desde o fim de julho de 2025. .