Stellantis celebra 50 anos de Fiat no Brasil de olho no futuro

'Estamos aqui para ficar', garantiu o presidente John Elkann

21 jul 2026 - 18h10
(atualizado às 18h42)

O presidente global da Stellantis, John Elkann, e o CEO Antonio Filosa exaltaram nesta terça-feira (21) os 50 anos de história da montadora italiana Fiat no Brasil, país que hoje é o principal mercado para a marca no mundo, e reiteraram o papel estratégico do gigante sul-americano para as operações do grupo.

Fábrica da Stellantis em Betim foi inaugurada em 1976
Fábrica da Stellantis em Betim foi inaugurada em 1976
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os executivos participaram de uma cerimônia na fábrica da Stellantis em Betim (MG), inaugurada em 1976 e que hoje é um dos centros nevrálgicos da indústria automotiva na América Latina, com 19 mil funcionários, 400 fornecedores em um raio de 100 quilômetros e investimentos programados de R$ 14 bilhões até 2030.

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"Betim tem hoje uma de nossas fábricas mais avançadas no mundo: manufatura de última geração, centros de pesquisa e desenvolvimento, laboratórios e tecnologias que conectam pessoas, carros e dados", disse Elkann em discurso em português.

"O Brasil ensinou à Fiat novas maneiras de pensar", acrescentou.

Já para Filosa, a montadora de Turim "contribuiu para transformar a indústria automotiva" do Brasil, que retribuiu "de modo extraordinário", em uma trajetória nascida a partir do entusiasmo de Gianni Agnelli, que enxergou uma oportunidade em Minas Gerais quando toda a indústria automotiva brasileira se concentrava em São Paulo.

"Hoje este é o maior mercado da Fiat em todo o mundo. É aqui que a marca continua a se reinventar e a inspirar soluções para toda a nossa empresa", salientou o CEO, também em português.

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Os dois executivos têm suas vidas profundamente atreladas ao país: Elkann viveu cinco anos de sua infância no Rio de Janeiro, uma experiência que enriqueceria sua visão de mundo com "otimismo, calor humano e capacidade de enfrentar os momentos mais difíceis com um sorriso", enquanto Filosa passou quase duas décadas no Brasil, onde se desenvolveu como profissional, conheceu sua esposa, construiu família e viu nascer seus dois filhos.

"Aqui aprendi algumas das lições mais importantes da minha carreira. Conheci pessoas extraordinárias, vi com meus olhos como a criatividade sabe superar qualquer desafio e aprendi que liderar significa, antes de tudo, respeitar as pessoas e acreditar nelas", destacou.

Mas o Brasil não é apenas uma história de sucesso no passado da Fiat. Concentrando 40% das vendas globais da montadora e berço de inovações que vão do histórico 147 movido a álcool até os modernos veículos que unem biocombustíveis e eletrificação (Bio-Hybrid), o país também é o caminho para o futuro, em meio à estratégia da Stellantis de reforçar suas operações regionais, dando autonomia para filiais tomarem decisões com mais agilidade e eficiência.

"Nesta visão, a América do Sul tem um papel fundamental, com o Brasil liderando o caminho na região. Vamos continuar investindo, inovando e demonstrando a força da Fiat e de toda a Stellantis. Quando penso no futuro da Stellantis, vejo muito dele sendo construído aqui", declarou Filosa, que enxerga o país com "muito otimismo", um mercado onde "investir e inovar".

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Em seu discurso na cerimônia em Betim, Elkann citou a recente criação de 1,2 mil postos de trabalho para a produção de um "novo modelo da Fiat", em referência ao Argo X, que teve o nome confirmado na última segunda-feira (20) e será lançado oficialmente em breve. "Como vocês podem ver, estamos aqui para ficar", garantiu o presidente. 

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