Os sobreviventes italianos do incêndio no bar Le Constellation, na cidade suíça de Crans-Montana, afirmaram que as saídas de emergência estavam trancadas e que Jessica Moretti, uma das donas do estabelecimento, tentou fugir durante o episódio.
Os promotores de Roma, que investigam o caso, declararam que esses dois pontos coincidiram em todos os depoimentos dos seis adolescentes que ficaram feridos durante a tragédia, que matou 41 pessoas na noite de Ano Novo.
Os jovens sobreviventes também relataram que ninguém orientou as pessoas dentro do bar sobre o que fazer, que os extintores não foram utilizados e que o fogo se alastrou em pouquíssimos minutos.
Segundo um relatório inicial dos investigadores da capital italiana, algumas testemunhas afirmaram ainda que, embora a boate estivesse lotada, a entrada só era permitida mediante o pagamento antecipado das bebidas.
"Eles estavam cobrando até 270 euros (cerca de R$ 1,6 mil) por uma garrafa de champanhe, e não havia restrições para menores de idade. Eles podiam frequentar o bar normalmente e consumir bebidas alcoólicas", disse uma das testemunhas.
O jornal francês Le Figaro informou que sobreviventes do incêndio denunciaram o "papel central" de Jean-Marc Gabrielli, "filho adotivo" de Jacques Moretti, um dos proprietários do Le Constellation. O homem trabalhava na casa noturna e teria dado a ordem para trancar as portas de serviço. .