Itália diz não esperar 'grandes mudanças' após sentença contra tarifas de Trump

Segundo ministro, governo americano 'já esperava essa decisão'

20 fev 2026 - 14h23
(atualizado às 14h35)

O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse não esperar "grandes mudanças" após a sentença da Suprema Corte dos Estados Unidos contra as políticas tarifárias do presidente Donald Trump.

Antonio Tajani minimizou sentença da Suprema Corte dos EUA contra tarifaço de Trump
Antonio Tajani minimizou sentença da Suprema Corte dos EUA contra tarifaço de Trump
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Durante um evento em Forlì, o chanceler afirmou que o governo americano pode adotar "medidas temporárias", uma vez que "já esperavam essa decisão".

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"É sempre uma boa notícia quando tarifas são removidas, mas não acredito que haverá grandes mudanças", declarou Tajani a jornalistas. "Não acredito que haverá efeitos particulares no que diz respeito às nossas exportações", salientou.

Enquanto isso, o Parlamento da União Europeia deve adiar mais uma vez a votação do acordo comercial com os EUA, previsto para ser analisado pela Comissão de Comércio Internacional do Legislativo do bloco em 24 de fevereiro.

"A sentença da Suprema Corte dos Estados Unidos é um sinal positivo para o Estado de Direito. Os juízes demonstraram que nem mesmo um presidente dos Estados Unidos pode operar em um vácuo jurídico. Foram impostas barreiras legais, e agora a era das tarifas ilimitadas e arbitrárias pode chegar ao fim", disse o presidente do comitê, o socialista alemão Bernd Lange.

O acordo estabelece uma alíquota de 15% para produtos da UE entrarem nos EUA, que, em troca, ganham um regime de tarifa zero para acessar o mercado europeu em determinadas categorias.

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