Sánchez, do Peru, diz que não reconhecerá resultados do segundo turno das eleições presidenciais

23 jun 2026 - 16h20

O candidato presidencial de esquerda ‌do Peru, Roberto Sánchez, afirmou nesta terça-feira que não deve reconhecer o resultado do segundo turno das eleições presidenciais do país, alegando fraude, enquanto sua rival conservadora, Keiko Fujimori, mantém uma vantagem estreita enquanto os votos são ⁠computados.

A declaração aumenta a possibilidade de uma crise política ‌prolongada no Peru, enquanto o país aguarda o resultado final de uma das disputas presidenciais mais acirradas de ‌sua história.

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Em uma coletiva de imprensa, ‌Sánchez afirmou que "está ocorrendo fraude" em um processo ⁠que, segundo ele, estaria favorecendo Fujimori. Autoridades eleitorais vêm analisando há semanas os votos contestados do segundo turno de 7 de junho, com Fujimori liderando com 50,11% contra 49,89%.

"Acreditamos que houve manipulação dos votos", disse Sánchez, acusando a ‌autoridade eleitoral peruana Onpe e a campanha de Fujimori ‌de irregularidades nos votos ⁠emitidos no ⁠exterior, que favoreceram fortemente Fujimori.

"Não reconheceremos o governo de Fujimori", disse ⁠Sánchez. Ele exortou seus apoiadores ‌a irem às ruas ‌e convocou novas marchas para sábado.

A Onpe, o Júri Nacional Eleitoral (JNE) do Peru e a campanha de Fujimori não responderam imediatamente a um pedido de comentário.

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O ⁠partido de Sánchez, "Juntos pelo Peru", conquistou o segundo maior número de cadeiras no Congresso, garantindo 32 das 130 cadeiras na Câmara dos Deputados e 14 das 60 cadeiras no Senado.

O partido de ‌Fujimori terá o maior bloco no Congresso, com 22 cadeiras no Senado e 41 na Câmara dos Deputados. ⁠Fujimori, filha do falecido ex-presidente Alberto Fujimori, concorre pela quarta vez à presidência.

Sánchez liderava a disputa no início, à medida que os votos das áreas rurais eram contados, mas Fujimori reduziu a diferença quando os votos do exterior começaram a ser apurados.

Com uma disputa tão acirrada, os dois candidatos se abstiveram de declarar vitória ou admitir a derrota até que 100% dos votos sejam contados. Após semanas de análise dos votos contestados, 99,72% do total dos votos já haviam sido contados até a madrugada desta terça-feira.

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