Rússia diz que novas sanções dos EUA, se sancionadas por Trump, dificultariam acordo de paz na Ucrânia

17 set 2026 - 08h00
Resumo
O Kremlin alertou que novas sanções aprovadas pela Câmara dos EUA e enviadas para sanção de Donald Trump dificultarão um acordo de paz na Ucrânia. O pacote mira os setores russos de defesa e energia, além de petroleiros clandestinos, para cortar o financiamento da guerra, e autoriza tarifas de até 100% a nações que compram petróleo russo, como Índia e China. A Índia já advertiu Washington de que tais taxas podem abalar as relações bilaterais, enquanto os esforços de paz seguem travados.

O Kremlin afirmou ‌nesta quinta-feira que novas sanções dos EUA contra a Rússia dificultariam a conclusão de um acordo de paz na Ucrânia.

Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou um ⁠amplo pacote de sanções com o objetivo ‌de aumentar a pressão econômica sobre a Rússia por causa da guerra na ‌Ucrânia, encaminhando o projeto de ‌lei ao presidente Donald Trump para ⁠que ele o sancione.

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"Estamos, é claro, acompanhando o andamento desse documento. Ele se enquadra na categoria de ações hostis e, naturalmente, a imposição de quaisquer sanções adicionais pelos EUA ‌certamente complicaria os esforços para encontrar um ‌acordo de paz ⁠na ⁠Ucrânia", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a ⁠repórteres.

Os esforços mediados ‌pelos EUA para ‌pôr fim à guerra na Ucrânia estão paralisados há meses, mas Trump mandou dois enviados a Moscou e a Kiev ⁠no início deste mês, numa tentativa de retomar o processo.

O projeto de lei de sanções dos EUA tem como alvo os setores de energia ‌e defesa da Rússia, bem como sua "frota fantasma" de petroleiros que contornam as sanções ⁠existentes, com o objetivo de privar Moscou das receitas necessárias para financiar a guerra contra a Ucrânia.

O projeto também autoriza Trump a impor tarifas de até 100% sobre China, Índia e outros países para reduzir sua dependência do petróleo e do gás da Rússia.

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A Índia alertou Washington de que novas medidas para aplicar tarifas sobre a compra de petróleo russo poderiam afetar as relações bilaterais.

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