Rússia desmente rumores sobre 2º suposto caso de peste pneumônica

União Europeia, no entanto, cobrou mais informações de Moscou

8 out 2026 - 11h04
(atualizado às 11h14)
Resumo
A agência sanitária da Rússia negou rumores sobre um segundo caso de peste pneumônica na Sibéria, após a morte de uma pesquisadora que a imprensa local diz ter se infectado em laboratório. Moscou afirma que a cientista morreu de pneumonia e que quase 5 mil testes deram negativo. Apesar do desmentido russo, a União Europeia, os EUA e a OMS cobram transparência e informações detalhadas sobre a situação. Altamente contagiosa, a doença pulmonar é causada pela mesma bactéria da peste bubônica.

A agência de vigilância sanitária da Rússia negou nesta quinta-feira (8) os rumores sobre um suposto segundo caso de peste pneumônica na região de Irkutsk, na Sibéria.

Laboratório antipeste em Irkutsk, na Sibéria
Laboratório antipeste em Irkutsk, na Sibéria
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em comunicado, a Rospotrebnadzor disse que são "falsas" as informações veiculadas nas redes sociais sobre um "segundo caso de doença em uma pessoa que teve contato com uma funcionária do instituto antipeste de Irkutsk".

Publicidade

Na semana passada, veículos independentes russos publicaram que uma pesquisadora desse laboratório morreu após se contaminar por meio de um tubo de ensaio quebrado. A Rospotrebnadzor, no entanto, alega que a cientista faleceu de "pneumonia" e que "não foram detectados problemas de saúde ligados a doenças infecciosas".

"Os resultados de quase 5 mil testes de laboratório não detectaram microrganismos patogênicos perigosos", declarou a agência, acrescentando que "todos os contatos" da pesquisadora morta já "encerraram a observação médica".

A União Europeia, no entanto, ecoou os Estados Unidos e a Organização Mundial da Saúde (OMS) e pediu esclarecimentos de Moscou sobre o caso. " A Rússia deveria disponibilizar o quanto antes as informações relativas à peste. A OMS também está tentando obter esclarecimentos. Precisamos de mais informações da Rússia", disse um porta-voz da Comissão Europeia.

A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, a mesma da peste bubônica, que dizimou boa parte da população europeia na Idade Média. Esta última, também chamada de "peste negra", provoca infecções nos gânglios linfáticos e é transmitida por pulgas infectadas, enquanto a peste pneumônica, a forma mais infecciosa da patologia, é disseminada por vias respiratórias e causa insuficiência pulmonar.

Publicidade

Ambas são tratadas com antibióticos, com boas chances de cura se diagnosticadas rapidamente.

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações